
Após reunião realizada na última segunda-feira, 30 de dezembro de 2025, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), representando os Sindicatos, intensificou a cobrança à Caixa Econômica Federal pela formalização do convênio de compartilhamento de rede entre o Saúde Caixa e a Cassi. Participaram do encontro o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, o diretor da Fenae, Leonardo Quadros; a representante eleita do CA da Caixa, Fabiana Uehara; o diretor da Fenae e representante da Contraf, Rafael de Castro, e o diretor eleito de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes da Cassi, Alberto Alves Júnior.
Na reunião, o diretor eleito da Cassi, Alberto Alves Júnior, esclareceu o histórico e o estágio atual das negociações envolvendo o compartilhamento da rede credenciada. “Os estudos técnicos e operacionais sobre a proposta já foram concluídos e aprovados na governança da Cassi, restando apenas o posicionamento final da Caixa para a formalização do acordo” informou.
Além de unificar e ampliar a rede credenciada, especialmente em regiões do interior do país onde há maior dificuldade de acesso a serviços de saúde, o convênio pode trazer impacto direto no bolso dos empregados da Caixa. Com uma rede mais ampla e integrada, a expectativa é de racionalização de custos, maior eficiência assistencial e redução de gastos tanto para o plano quanto para os participantes do Saúde Caixa.
O tema vem sendo debatido de forma estruturada entre as entidades. No dia 19 de março de 2025, a Cassi recebeu representantes do Saúde Caixa para uma reunião voltada à discussão de cooperação técnica nos processos de gestão de planos de saúde e ao fortalecimento da rede credenciada, com foco especial no atendimento aos empregados no interior do país. O encontro representou um avanço importante no diálogo entre as duas autogestões.
A reunião foi desdobramento de uma agenda iniciada em 2024, quando as maiores autogestões do Brasil passaram a discutir formas de atuação conjunta para enfrentar os desafios da saúde suplementar. O objetivo dessa articulação é melhorar os serviços prestados aos participantes, otimizar recursos e fortalecer a sustentabilidade dos planos de saúde.
Entre os temas tratados como prioritários estão a ampliação da rede assistencial em municípios menores, o compartilhamento de informações e estudos técnicos, além do acompanhamento das discussões junto ao poder público sobre a regulamentação do setor.
Segundo o diretor de Saúde e Previdência da Fenae, Leonardo Quadros, o compartilhamento da rede representa uma solução estruturante para problemas históricos enfrentados pelos usuários do Saúde Caixa, como a escassez de prestadores, longos deslocamentos para atendimento e baixa resolutividade em determinadas localidades. “A ampliação da rede também contribui para a sustentabilidade do plano, ao otimizar o uso dos serviços e evitar custos adicionais decorrentes da falta de atendimento adequado” reforça.
Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, a proposta reúne ganhos assistenciais e econômicos. “Estamos falando de uma medida que amplia o acesso à saúde, melhora a qualidade do atendimento e, ao mesmo tempo, contribui para a redução de custos do Saúde Caixa. Isso significa mais eficiência para o plano e economia para os empregados, que são os principais interessados na sustentabilidade e na qualidade da assistência”, afirmou.
Takemoto ressaltou ainda que a iniciativa atende a uma reivindicação histórica dos trabalhadores da Caixa e reforçou a necessidade de transparência e agilidade na tomada de decisão. “Os estudos estão prontos, o convênio foi aprovado na Cassi e agora falta apenas a decisão da Caixa. A demora traz prejuízos concretos à assistência e à satisfação dos participantes”, completou.
Como parte da mobilização definida após a reunião, a Fenae informa que foi enviado nesta data um ofício à Presidência da Caixa, solicitando audiência para tratar do compartilhamento da rede assistencial entre o Saúde Caixa e a Cassi. No documento, a entidade reforça os benefícios do convênio, tanto do ponto de vista da ampliação do atendimento quanto da racionalização de custos, e defende o diálogo direto com a direção da empresa para o avanço das tratativas.

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