
A FETEC-CUT/SP realizou, na última semana, seu Seminário de Planejamento 2026 com foco no fortalecimento da organização sindical e na defesa de direitos. O encontro reuniu dirigentes de toda a base da entidade nos dias 4 e 5 de março, em Atibaia.
A programação colocou no centro do debate a Campanha Nacional dos Bancários 2026 e a relevância das eleições deste ano, destacando a necessidade de apoiar candidaturas comprometidas com a defesa da classe trabalhadora.
Representando o Sindicato dos Bancários de Araraquara e região, participaram o presidente da entidade, Paulo Roberto Redondo, a secretária-geral Andréia C. de Campos e os diretores André Luiz de Souza e Rosângela Lorenzetti.
A presidenta da entidade, Aline Molina, abriu o encontro destacando a importância estratégica da Campanha Salarial, com foco no avanço das pautas de igualdade de oportunidades e no enfrentamento à violência de gênero, temas debatidos nesta semana, em Brasília, pelo Comando Nacional dos Bancários com os bancos.
Ela também enfatizou o impacto decisivo das eleições de 2026 para o país e defendeu que a categoria bancária apoie candidaturas comprometidas com a pauta dos trabalhadores.
“Somos militantes atuantes e sabemos o quanto é decisivo eleger parlamentares que nos representem e defendam os trabalhadores. Ter deputados estaduais e federais comprometidos com essa plataforma é fundamental”, afirmou.
A presidenta da FETEC também alertou para as previsíveis consequências da interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras, que podem se intensificar com o apoio das big techs e gerar forte impacto nas redes sociais.
Marcolino destaca defesa dos trabalhadores e critica desmonte do serviço público em São Paulo
O deputado estadual Luiz Claudio Marcolino (PT) apresentou uma análise da conjuntura estadual e destacou como prioridades do seu trabalho a defesa das empresas públicas, os direitos das trabalhadoras, o diálogo com o movimento sindical e a promoção da diversidade. Economista, bancário e dirigente sindical, ele ressaltou a importância de manter uma representação ativa da categoria bancária no Parlamento.
”Temos mantido diálogo permanente com os trabalhadores sobre temas centrais para o setor, como o fechamento de agências, o combate ao assédio moral e os efeitos da pejotização e da terceirização no ambiente de trabalho”, disse o parlamentar, destacando que ”fortalecer essa interlocução política é fundamental para que as demandas da categoria cheguem aos espaços de decisão”.
Com o início da nova campanha salarial, Marcolino reafirmou o compromisso de apoiar a luta por melhores condições de trabalho, emprego e saúde laboral.
A ação do parlamentar assegurou a destinação de R$62 milhões a 176 municípios, fortalecendo políticas públicas e iniciativas de desenvolvimento regional. Ao mesmo tempo, Marcolino criticou a política salarial do governo de Tarcísio de Freitas e o avanço das privatizações em São Paulo, que, segundo ele, comprometem o serviço público e atingem diretamente trabalhadores e população.
O deputado apontou ainda a falta de execução de recursos destinados ao combate à violência contra a mulher e cortes em áreas como esporte e políticas para idosos. Em contraste, destacou investimentos do governo federal em educação, saúde e moradia, com mais de 3.100 empreendimentos em São Paulo, totalizando R$ 203 bilhões.
O deputado também ressaltou sua relação com o movimento sindical. “Temos construído muito junto com os trabalhadores. A categoria bancária pode dizer que, de fato, tem um representante na Assembleia Legislativa”, afirmou.
Durante a tarde, a FETEC apresentou os resultados de uma pesquisa de satisfação com associados da base sindical, que apontou avaliação amplamente positiva da atuação dos sindicatos.
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Ao final do primeiro dia do Seminário, o jornalista e escritor Pedro Zambarda, fundador do Diário do Centro do Mundo, participou de uma mesa conduzida por Aline Molina e Willame Lavor, secretário de Comunicação da FETEC, com análise da conjuntura nacional e internacional, com foco no cenário da guerra no Oriente Médio.

“Vivemos um contexto mundial bastante complexo. Tensões geopolíticas, como os conflitos no Oriente Médio, as disputas econômicas globais e o crescente poder das bigtechs sobre mercados, informação e relações de trabalho influenciam diretamente a economia e a política em vários países, inclusive no Brasil. Esses movimentos acabam repercutindo também nas condições de negociação e no ambiente das campanhas salariais. Por isso, encontros como este são tão importantes: eles nos permitem analisar o momento com profundidade, fortalecer a unidade do movimento sindical e nos preparar para um ano que exigirá mobilização, estratégia e muita disposição de luta”, destacou Paulinho, presidente do Sindicato.

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