
No dia 27 de novembro, quarta-feira, a partir das 18h, acontece, via Zoom, o debate “Discutindo o passado e construindo propostas contra o racismo”. Todas e todos estão convidados para participar do evento que será palestrado pela advogada Jessy Dayane Silva Santos, secretária-adjunta de Juventude na Secretaria Geral da Presidência da República e associada ao Centro de Pesquisa Aplicada em Direito e Justiça Racial da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pelo professor Júlio César Madeiros, doutor em História das Ciências pela Fundação Oswaldo Cruz, mestre em História Social pela UFRJ e graduado em História pela UERJ. Julio leciona “África Antiga” na Pós-graduação do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN).
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O debate, que faz parte dos eventos da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), para o mês da Consciência Negra, poderá também ser acompanhado pelos canais da entidade, no Facebook e YouTube.
"A proposta do encontro é ampliar o conhecimento do cenário que a população negra ainda tem pela frente para alcançarmos uma sociedade igualitária e sem racismo", explica o secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, responsável pela organização do evento, Almir Aguiar.
Desigualdade racial permanece dolorosa no país
Artigo recente, publicado no site da Contraf-CUT, traz dados alarmantes sobre a violência policial. Segundo um estudo da Rede de Observatórios da Segurança, divulgado recentemente, 90% dos mortos por ações policiais em 2023 eram negros. Ao longo do ano, uma pessoa negra morreu a cada quatro horas em intervenções policiais em nove estados do Brasil. “Essa triste realidade mostra que mudanças estruturais em toda a sociedade são urgentes, principalmente nas políticas de segurança pública dos estados, porque confirmam o racismo estrutural", completa.
Outro dado alarmante divulgado recentemente nos canais da Contraf-CUT é de levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC), do IBGE, e que mostra que ao longo de toda a vida laboral, os negros entre os 18 e 65 anos, recebem R$ 899 mil a menos que os não negros - entre os formados, o valor chega a R$ 1,1 milhão. Em 2024, se os trabalhadores negros tivessem os mesmos salários e as mesmas taxas de desemprego dos trabalhadores brancos, teriam ganhado R$ 103 bilhões a mais.
"Esse trabalho, que mostra o abismo de renda entre negros e não negros no Brasil, é um sintoma de que ainda não superamos os efeitos da escravidão", completa o secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT. “Apesar representarem a maioria da população brasileira (55%) e dos trabalhadores ocupados (55%), além de terem remuneração média 40% inferior ao rendimento dos não negros, quando empregados, negros e negras ocupam os piores postos e têm dificuldades maiores de ascenderem profissionalmente. E isso só tem explicação por causa desta injustiça que precisa ser combatida com políticas públicas direcionadas e permanentes para reduzir essa disparidade e, para isso, temos que manter o debate na sociedade, porque é fortalecendo o conhecimento que aumentamos o combate para alcançar essas políticas", pontua.
Serviço
- Seminário “Discutindo o passado e construindo propostas contra o racismo”
- 27 de novembro, a partir das 18h, via Zoom
- Inscrições gratuitas pelo link: https://us06web.zoom.us/j/84526909901pwd=W6S5INMV5bi9Xh5N0zRREFW2lSSXvY.1#success
- Retransmissão pelo Youtube e Facebook da Contraf-CUT

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