
O movimento sindical bancário teve conhecimento que alguns bancários do Itaú, afastados por licença médica, estão sendo procurados pelo banco para que abram mão da estabilidade em troca de uma indenização.
De acordo com os relatos dos trabalhadores, uma pessoa da área de Pessoas do banco entra em contato por telefonema e afirma ter uma proposta, não obrigatória, para que ele seja desligado do Itaú. O trabalhador é informado ainda que, caso não aceite a proposta, seu trabalho no banco segue normalmente.
A proposta apresentada refere-se a uma verba referente ao plano de saúde, a depender do tempo de casa, da estabilidade e de outros direitos garantidos pela CCV (Comissão de Conciliação Voluntária).
“O bancário adoecido pelo trabalho deve buscar seus direitos. É um dever do banco acolher este trabalhador, orientá-lo em relação ao afastamento, e recebê-lo de forma adequada, com as devidas medidas para a sua readaptação no retorno ao trabalho. É neste momento que o bancário mais precisa de apoio”, enfatiza a coordenadora da COE/Itaú, Valeska Pincovai.
“Os bancários estão cada vez mais adoecidos por conta da cobrança de metas abusivas e pelo assédio moral nos locais de trabalho. 82% dos afastamentos de bancários, em São Paulo, são por doenças mentais. No Itaú não é diferente. 70% dos atendimentos na secretaria de Saúde do Sindicato são de bancários do Itaú. Não é justo que o bancário se dedique tanto ao banco e, na hora que adoece, seja tratado com tanto descaso”, acrescenta.
O Sindicato dos Bancários de Araraquara e região esclarece que a proposta oferecida pelo Itaú para os trabalhadores afastados é uma iniciativa do banco, que não é assinada e não possui a concordância das entidades sindicais. Os bancários não são obrigados a aceitar a proposta, e não podem sofrer qualquer forma de pressão ou retaliação caso não aceitem. Caso contrário, o trabalhador deve procurar o Sindicato através do Canal de Denúncias. O sigilo é garantido.
Além do Canal de Denúncias, o bancário pode entrar em contato com o Sindicato por telefone ( 16 3336-6700) ou via WhatsApp (16 98115-6150)

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