
O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, está sendo marcado por mobilizações em todo o Brasil. Em Araraquara, o Sindicato dos Bancários também prestou sua homenagem às trabalhadoras do ramo financeiro em visitas às agências nesta terça-feira (8), com uma ação em favor à luta das mulheres por mais igualdade de oportunidades, respeito e valorização, e contra a violência de gênero.
As bancárias foram parabenizadas pelos dirigentes sindicais e receberam um informativo elaborado pelo Sindicato especialmente para a data, que ajuda a compreender a realidade da população feminina no país e seus desafios.
Além da divulgação de matérias sobre a luta histórica por direitos, a importância das mulheres nos espaços de poder e o quanto a pandemia tem impactado a vida das mães bancárias, incluindo as que estão em home office, o Sindicato também passou uma mensagem de carinho e respeito por todas as trabalhadoras que atuam nas agências, com a entrega de kits-presentes para as sindicalizadas.
De acordo com a secretária geral do Sindicato, Rosângela Lorenzetti, o objetivo da homenagem é comemorar a data, mas também é uma ocasião em que a entidade propõe uma reflexão sobre as condições de trabalho das mulheres, que ainda recebem menos que os homens para executarem o mesmo trabalho.
“Essa ação foi pensada com muito carinho para todas as mulheres bancárias, que enfrentam dias ainda mais difíceis com sobrecarga de trabalho e uma crise de saúde e econômica que já dura quase dois anos. Nossas associadas são muito especiais porque, além de toda a jornada que enfrentam, reconhecem a importância do Sindicato. Agradecemos o apoio e a consciência de que só a luta coletiva nos garante”, destacou Rosângela.
História
No dia 8 de março de 1857, empregadas de uma empresa têxtil norte americana fizeram uma grande greve a fim de reivindicar melhores condições de trabalho. Exigia-se redução da jornada de serviço de 16 para dez horas e salários iguais aos dos homens, uma vez que as mulheres chegavam a receber um terço para desempenhar as mesmas funções.
Como forma de repressão, as portas da fábrica foram trancadas e o prédio incendiado. Cerca de 130 mulheres morreram carbonizadas.
Em decorrência dessa tragédia, durante uma conferência na Dinamarca em 1910, ficou convencionado que o dia 8 de março seria o Dia Internacional da Mulher, data eleita para discutir o preconceito contra o sexo feminino e sua fundamental emancipação.
Desde então a luta pelas causas femininas vem ganhando repercussão em vários países. No entanto, a igualdade de gêneros ainda não foi atingida. Além do patriarcado, novas formas de machismo são propostas pela mídia, incluindo a ideia da mulher como objeto de consumo.

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