
O Senado aprovou nesta quarta-feira (5) o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil mensais e reduz as alíquotas para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350. A proposta (PL 1.087/2025), de autoria do governo Lula, segue agora para sanção do presidencial e deve entrar em vigor em janeiro de 2026.
A medida, considerada uma das mais esperadas dos últimos anos, é uma reivindicação do movimento sindical que foi assumida por Lula e incorporada entre suas propostas na campanha eleitoral. Cerca de 25 milhões de trabalhadores devem ser beneficiados.
A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda representa mais dinheiro no bolso do trabalhador e mais fôlego para o consumo, o que fortalece toda a economia. É uma medida que devolve justiça tributária a quem sustenta o país com o próprio trabalho. Além disso, beneficia diretamente bancários e bancárias que, apesar de atuarem no sistema financeiro, também sentem o peso dos impostos sobre a renda. Reduzir essa carga é reconhecer o esforço de milhões de brasileiros e brasileiras que enfrentam a alta do custo de vida e a concentração de renda no topo. É uma vitória do povo, construída com a luta e a voz dos trabalhadores organizados”, destacou o presidente do Sindicato dos Bancários de Araraquara e região, Paulo Roberto Redondo.
Taxação das altas rendas
Para compensar a perda de arrecadação do benefício aos trabalhadores, o projeto aumenta a tributação sobre altas rendas, atingindo quem recebe mais de R$ 600 mil por ano (ou R$ 50 mil por mês), com alíquota máxima de 10% sobre dividendos e rendimentos.
O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto do Senado, resumiu o objetivo da proposta: “quem tem menos, paga menos; quem tem mais, paga mais”.
O texto mantém a isenção de investimentos ligados ao mercado imobiliário e ao agronegócio, como letras de crédito e fundos setoriais. Propostas que poderiam alterar o conteúdo, como novas regras para profissionais liberais e lucros enviados ao exterior, foram rejeitadas para evitar atrasos na aprovação.
Taxação das bets
Paralelamente, os temas não incluídos no texto serão tratados no PL 5.473/2025, que prevê aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de instituições financeiras e elevação da taxa sobre as apostas esportivas (bets), de 12% para 24%.
Leia também:
> Isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil segue para sanção

Banco do Brasil tem nova rodada de negociação nesta quarta-feira (19) e funcionários cobram propostas

Santander volta a mesa de negociação nesta quarta-feira (19) e funcionários esperam avanços no PPRS

Mobilização dos trabalhadores faz bancos recuarem de proposta de reajustes por faixas salariais

Aviso de Paralisação de 24h por proposta decente da Fenaban

Proposta da Fenaban é rejeitada por 97% dos bancários e bancárias

Santander demite durante a Campanha Nacional, mesmo após pedido do Comando

Trabalhadores retomam negociações com os bancos nesta terça (18)

Saúde Caixa: Banco insiste em proposta que gera perda de remuneração aos empregados

Banco do Brasil não apresenta proposta econômica nem devolutivas e frustra funcionários
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias