
Nas últimas semanas está sendo veiculado nos meios de comunicação um comercial do Itaú que relança o segmento Uniclass, tendo feito bastante sucesso por incluir o ator americano Sylvester Stallone e o apresentador Marcos Mion. Na peça principal, Mion sobe as escadarias que foram cenário do filme Rocky Balboa e narra suas conquistas, enquanto Stallone valida sua trajetória e o incentiva a seguir em frente, “keep going”.
Na terça-feira (24), o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região lançou uma releitura dessa publicidade (assista abaixo) em que expõe a dura realidade dos trabalhadores do Itaú, que são submetidos a condições mentalmente insalubres, onde o assédio moral pelo cumprimento de metas inalcançáveis está fazendo com que dezenas de trabalhadores se afastem por acidentes de trabalho relacionados a doenças mentais.
No vídeo, um gestor trilha o caminho em direção a se tornar um grande assediador, contando seus relatos de assédio e tem seu comportamento validado pela cadeia hierárquica que está acima dele.
A dificuldade de trabalhar no Itaú se reflete em dois indicadores observados pelas entidades representativas: a quantidade de denúncias por assédio moral e o número de bancários que precisam de afastamento pelo INSS.
Nas reuniões entre entidades sindicais e o RH, os argumentos do banco consistem em individualizar as condutas de gestores eventualmente assediadores e o tema “assédio moral organizacional” tem dificuldade de avançar nas mesas de negociação, pois o banco não admite sua existência.
A luta do movimento sindical é por espaços saudáveis de trabalho. É para que não normalizemos as conversas no cafezinho sobre o uso de medicamentos tarja preta para suportar o peso das metas. Queremos o Itaú que o banco vende no LinkedIn!

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