
O Sindicato dos Bancários de Araraquara e Região manifesta seu veemente repúdio à condução da Caixa Econômica Federal na gestão do presidente Carlos Vieira, marcada, ao longo dos últimos anos, por sucessivos episódios de intransigência e decisões contestadas pelos empregados e suas entidades representativas.
Super Caixa, mudanças nas funções de caixas e tesoureiros, critérios da Promoção por Mérito, sobrecarga e adoecimento, metas, reestruturações e, principalmente, a condução do Saúde Caixa foram temas que evidenciaram a dificuldade da direção em construir soluções por meio do diálogo e da negociação coletiva.
O ápice desse processo ocorreu na Campanha Nacional de 2026, quando, após sucessivos impasses nas negociações, a Caixa optou pela judicialização do conflito e ajuizou dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho. Antes disso, a emissão da CE VIPES 11183/2026, após a rejeição da proposta pelos empregados, aprofundou a tensão ao colocar em discussão a manutenção de direitos previstos no acordo coletivo.
Para este Sindicato, a rejeição de uma proposta em assembleia é um direito democrático e não pode ser tratada como motivo para pressionar ou punir trabalhadores.
A sentença do dissídio encerrou uma etapa do conflito, mas não elimina a necessidade de a Caixa rever sua forma de se relacionar com seus empregados e suas entidades representativas. A Caixa Econômica Federal é uma instituição pública essencial ao país, e seus empregados são parte fundamental dessa missão. São eles que, diariamente, sustentam o atendimento à população, executam políticas públicas e fazem a Caixa estar presente na vida de milhões de brasileiros.
Fortalecer o banco também significa valorizar quem o constrói todos os dias. Defendemos a preservação dos direitos conquistados e cobramos da Caixa respeito aos empregados, às negociações coletivas e à organização sindical.
Sindicato dos Bancários de Araraquara e região.

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