
Estamos no Outubro Rosa, campanha que surgiu nos Estados Unidos na década de 1990 e que desembarcou no Brasil em 2002, para conscientizar sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. A partir de 2011, a campanha passou a incluir a prevenção sobre o câncer de colo de útero.
O tumor maligno nas mamas é o que mais mata mulheres no país e, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a mortalidade pela doença se mantém estável no Brasil desde 2008. Na avaliação de especialistas, isso se deve pela dificuldade de acesso ao diagnóstico e tratamento, que faz com que menos de 20% das mulheres realizem as mamografias no tempo certo.
“O diagnóstico precoce do câncer de mama é fundamental para o sucesso do tratamento e, consequentemente, a cura de pacientes detectados com essa doença”, explica a secretária geral do Sindicato dos Bancários de Araraquara e região, Andréia C. de Campos, com base em dados do Instituto Oncoguia. Levantamentos da entidade apontam que o diagnóstico, logo no início do desenvolvimento do tumor, aumenta em 95% as chances de cura. “Por isso apoiamos a campanha, para encorajar mulheres a realizar seus exames preventivos”, completa.
Sintomas
É importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.
Os principais sinais e sintomas do câncer de mama são:
- Caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor;
- Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
- Alterações no bico do peito (mamilo);
- Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;
- Saída espontânea de líquido dos mamilos
As mulheres devem procurar imediatamente um serviço para avaliação diagnóstica ao identificarem alterações persistentes nas mamas. No entanto, tais alterações podem não ser câncer de mama.
Mamografia de rastreamento e mamografia diagnóstica: qual a diferença?
No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde - assim como a da Organização Mundial da Saúde e a de outros países - é a realização da mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) em mulheres de 50 a 69 anos, uma vez a cada dois anos.
A mamografia de rastreamento pode ajudar a reduzir a mortalidade por câncer de mama, mas também expõe a mulher a alguns riscos. Conheça os principais benefícios e riscos desse exame:
- Encontrar o câncer no início e permitir um tratamento menos agressivo.
- Menor chance de a paciente morrer por câncer de mama, em função do tratamento precoce.
Riscos:
- Suspeita de câncer de mama. Isso requer outros exames, sem que se confirme a doença. Esse alarme falso (resultado falso positivo) gera ansiedade e estresse.
- Câncer existente, mas resultado normal (resultado falso negativo). Esse erro gera falsa segurança à mulher.
- Ser diagnosticada e submetida a tratamento, com cirurgia (retirada parcial ou total da mama), quimioterapia e/ou radioterapia, de um câncer que não ameaçaria a vida. Isso ocorre em virtude do crescimento lento de certos tipos de câncer de mama
- Exposição aos Raios X. Raramente causa câncer, mas há um discreto aumento do risco quanto mais frequente é a exposição.

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