
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Mercantil se reuniu com representantes do banco no último dia 2 de outubro para discutir o programa próprio de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a proposta de criação do Programa Complementar de Resultados (PCR) e o aumento das metas relacionadas ao lucro líquido.
Durante a negociação, o Mercantil afirmou não ter condições de implementar, neste momento, o PCR proposto pela COE. A comissão reforçou a importância da medida para a valorização dos funcionários e seguirá negociando o tema com o banco.
Avanço no pagamento da PLR
Nas discussões sobre o programa próprio de PLR, a COE conquistou um avanço para os funcionários desligados sem justa causa. A proposta prevê o pagamento proporcional da participação nos resultados, à razão de 1/12 por mês trabalhado.
“Não seria justo que o trabalhador demitido ficasse sem receber sua parte da PLR. O acordo próprio garante esse direito ao ex-funcionário e é fruto de negociação e das nossas cobranças em mesa”, afirma Vanderci Antônio da Silva, coordenador nacional da COE.
Meta de lucro líquido é reduzida
A COE também questionou o aumento da meta de lucro líquido estabelecida pelo banco. Inicialmente, o Mercantil havia elevado o objetivo de R$ 1 bilhão para R$ 1,4 bilhão, um crescimento de 40% em relação ao ano anterior.
Após os questionamentos da Comissão, o banco apresentou no dia 5 uma nova proposta, reduzindo a meta de lucro líquido de R$ 1,4 bilhão para R$ 1,2 bilhão.
A proposta está sendo avaliada pela assessoria jurídica, e novas informações serão divulgadas assim que houver atualizações.

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