
A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) sedia nesta quinta-feira (31) uma audiência pública para discutir a crescente crise de saúde mental na categoria bancária.
A atividade é mais uma iniciativa da FETEC-CUT/SP, Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Estado de São Paulo e do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, com organização do mandato do deputado Luiz Cláudio Marcolino.
O Sindicato dos Bancários de Araraquara e região marcará presença, fortalecendo a luta por um ambiente laboral saudável, com a participação do presidente da entidade, Paulo Roberto Redondo, e do diretor Marcelo Fabiano Siqueira.
Para Aline Molina, presidenta da Fetec-CUT/SP, o evento é mais uma oportunidade de revelar o escândalo do adoecimento mental entre os bancários.
“São trabalhadoras e trabalhadores com famílias, sonhos, que ajudam a sustentar os lucros dos bancos, mas estão sendo adoecidos por um modelo de gestão baseado em metas abusivas, terceirização e o fantasma constante da demissão”, afirma.
As entidades cobram, por intermédio do mandato do deputado Marcolino, a implementação de medidas que garantam saúde física e mental, além de dignidade a quem trabalha no setor financeiro.
Rosângela Lorenzetti, secretária de Saúde da Fetec-CUT/SP e diretora do Sindicato dos Bancários de Araraquara e região, reforça a gravidade da situação: “Em 2024, os transtornos mentais foram a principal causa de afastamento entre bancários. A rotina marcada por pressão constante, competitividade, sobrecarga e medo do desemprego tem levado a um aumento alarmante de doenças ocupacionais, especialmente de saúde mental.”
Ela informa que apesar dos dados oficiais e estudos que comprovam essa realidade, os bancos continuam negando a relação entre a organização do trabalho e o adoecimento dos funcionários, se recusando a adotar medidas de prevenção ou eliminar as causas do problema.
Aline Molina lembra ainda que o sistema financeiro esteve na linha de frente da Reforma Trabalhista, resultando na retirada de direitos e no enfraquecimento da organização sindical:
“Os bancários ainda resistem, mas outras categorias já assistem ao desaparecimento de direitos históricos. Estamos lutando para existir. Querem destruir nossa categoria e precarizar todo o sistema financeiro. A luta será longa, mas estamos prontos para enfrentá-la.”
Participam da mesa da audiência, Mauro Salles, Secretário de Saúde e Condições de Trabalho da Contraf-CUT; Aline Molina, Presidenta da Fetec-CUT/SP; Neiva Ribeiro, Presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região; Patrick Maia Merísio, Procurador do Ministério Público do Trabalho de SP; Maria Leonor Poço Jakobsen, Advogada especialista em Direitos Humanos; Maria Maeno, Médica e Pesquisadora da Fundacentro e Alexandre Padilha, Ministro da Saúde (ainda não confirmado).

Salário insuficiente empurra famílias para o endividamento estrutural no Brasil

Empregados da rede de agências da Caixa denunciam sobrecarga, pressão e adoecimento

Santander paga 1ª parcela do 13º salário na folha de maio

Estamos de olho! Votação do fim escala 6x1 será nesta semana; cobre o seu deputado!

Nova NR-1 entra em vigor, amplia proteção à saúde e reforça combate ao adoecimento no setor bancário

Itaú: avaliação sem critérios claros no Evolui gera questionamentos, e Sindicato cobra mudanças

Caixa segue sem responder propostas de proteção às mulheres vítimas de violência e é cobrada por respeito à negociação

Mais de 700 delegados e delegadas são esperados na 28ª Conferência Nacional da Categoria Bancária

Bancários do Itaú fazem assembleia virtual sobre acordo de CCV nesta sexta-feira (15). Participe!
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias