
A Comissão de Organização dos Empregados (COE), da ativa e aposentados, do Itaú se reuniu com o banco na terça-feira (4) para cobrar respostas sobre as reivindicações a respeito do plano de saúde dos aposentados. “Após o término do período de manutenção da contribuição do banco, garantido pela Convenção Coletiva de Trabalho, os valores cobrados dos aposentados aumentam muito e eles têm dificuldades para manter-se no plano de saúde sem subsídio pago pelo banco”, explicou o dirigente da Contraf-CUT, Jair Alves.
“Já entregamos ao banco um ofício com alternativas sustentáveis e humanas para que os aposentados mantenham o plano de saúde neste momento da vida, que é quando eles mais precisam do atendimento médico”, completou, ao acrescentar que o tema já vinha sendo debatido com o banco, com intermediação do Ministério Público do Trabalho, desde outubro de 2024.
Das diversas informações solicitadas pela representação dos trabalhadores, o banco apresentou a distribuição geográfica dos participantes do plano, ativos e aposentados, e os valores cobrados dos mesmos. Não foi informado, porém os valores integrais que são pagos pelos funcionários da ativa, nem a parte que o banco paga pelos planos destes funcionários e seus dependentes. Quando os funcionários se aposentam, assumem a integralidade do custo do plano de saúde, e passam do modelo familiar para individual.
A representação dos trabalhadores voltou a pedir ao Itaú a suspensão dos reajustes no plano até que o banco apresente uma proposta que leve em conta as reivindicações dos aposentados e atenda as exigências do Ministério Público Trabalho. A próxima negociação com mediação do MPT será realizada no dia 10 março.
“O que o banco nos trouxe de informações é irrisório frente às informações que solicitamos ao banco para entender a pro para atender as necessidades dos aposentados”, disse o dirigente da Contraf-CUT, ressaltando que a representação dos trabalhadores, da ativa e aposentados, espera que a direção do Itaú apresente a ela uma proposta concreta na mesa de negociação, antes da data da conciliação junto ao MPT, que ocorrerá no dia 10 de março.
Confira abaixo as informações solicitadas ao banco ou, se preferir, leia a íntegra do ofício enviado pela Contraf-CUT ao Itaú:
1. Fornecer dados demonstrando de forma consolidada e estratificada, por faixa etária dos aposentados do Conglomerado Itaú-Unibanco, em todas as regiões do país;
2. O custo médio de forma consolidada e por região com respectivos Planos de saúde e perfis que os aposentados possuem;
3. A composição das carteiras de aposentados nos planos de assistência médica quando segmentados entre aqueles que recebem complementação pelo PAC, pela Previdência Privada e aqueles vinculados unicamente ao Regime Geral mantido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS);
4. O custo total para cobertura da assistência médica de um funcionário na ativa, configurada pela parte assumida pelo banco e a parcela a cargo do funcionário (por quê há elevação de custos para assistência médica na aposentadoria, quando mantidos, inclusive, o mesmo padrão de cobertura?)
5. O total de aposentados no plano de saúde por federações e sindicatos;
6. A quantidade de aposentados que fazem parte da Fundação Previdenciária e quantos recebem a complementação da mesma, independente da previdência que estão;
7. A quantidade de ações ativas na Justiça, e de quais as entidades sindicais bancárias são estas ações;
8. Nos esclarecer por que há valores diferentes praticados em algumas localidades dentro do plano de saúde.

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