
Após ser informado por bancários sobre o aumento no número de demissões no Itaú neste início de ano, tanto nos polos administrativos quanto na rede de agências, o movimento sindical cobrou do banco uma posição sobre os desligamentos.
De acordo com a Relações Sindicais do Itaú, as demissões no início de ano são consequência de reestruturações, redução de quadro por eficiência, e baixa performance.
“Nada justifica estas demissões, que se intensificaram no início do ano. O Itaú possui um lucro astronômico. Mais de R$ 34 bilhões só nos nove primeiros meses do ano passado, alta de 13,1% em relação ao mesmo período de 2024. Não cabe alegar baixa performance para demitir trabalhadores que construíram este resultado. Além disso, sabemos do avanço da inteligência artificial no banco e repudiamos qualquer redução de quadro decorrente disso”, enfatiza Sergio Francisco, coordenador da COE Itaú (Comissão de Organização dos Empregados do Itaú) do estado de São Paulo.
“Não vamos aceitar que o banco siga demitindo enquanto impõe metas cada vez mais opressivas aos seus trabalhadores. Essa combinação de cortes e pressão extrema corrói a saúde, gera medo e compromete a dignidade dos bancários. O Itaú precisa assumir sua responsabilidade social, interromper as demissões e colocar a vida e o respeito acima dos lucros”, destaca a diretora do Sindicato dos Bancários de Araraquara e região, Rosângela Lorenzetti.
Denuncie
Caso identifique qualquer movimento do banco relacionado com uma possível redução de quadro de funcionários, os bancários do Itaú devem acionar o Sindicato através de um dirigente, pelo Fale Conosco ou via WhatsApp (16) 98115-6150.

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