
A Campanha Tributar os Super-Ricos, que reúne mais de 70 organizações sociais, entidades e sindicatos - entre eles o Sindicato dos Bancários de Araraquara e região, celebrou a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR). O governo Lula aplicou a medida ainda no ano passado. Mas, na prática, o novo limite passa a valer a partir deste ano. O prazo para os contribuintes acertarem as contas com a Receita Federal começou na última sexta-feira (15).
Nesta semana, a Câmara aprovou o projeto de lei que incorporou a Medida Provisória (MP) 1.206, ampliando a faixa de isenção. O texto segue para o Senado. Mas a isenção para quem recebe até dois salários mínimos (R$ 2.824) segue valendo.
Assim, serão mais de 15 milhões de trabalhadores que ficarão livres do imposto este ano. A medida vale para empregados, autônomos, aposentados, pensionistas e outras pessoas físicas que se enquadrem nessa faixa de renda.
“É muito bom desonerar quem ganha menos”, ratificou a Campanha. “Mas quando vamos começar a tributar os super-ricos de acordo com o que ganham? O certo é: quem tem mais, paga mais, quem tem menos, paga menos”, afirmam os movimentos, em publicação nas redes sociais.
Nesse sentido, ressaltam avanços da atual gestão na busca por mais justiça tributária no país. Em dezembro, o Congresso aprovou a lei que estabelece a taxação de investimentos de pessoas físicas no exterior (offshores) e a antecipação de imposto nos chamados fundos de investimento exclusivos, também conhecidos como fundos dos “super-ricos”.
Desse modo, o tributo vem alavancando a arrecadação do governo. Foram R$ 3,9 bilhões que entraram nos cofres da União somente em janeiro.
Lucros, dividendos e grandes fortunas
Apesar da melhora no cenário, a Campanha Tributar os Super-Ricos afirma que os lucros e dividendos continuam isentos de impostos, beneficiando os mais ricos. A tributação sobre lucros e dividendos existiu até 1995, quando o governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu eliminar, de modo a privilegiar os investidores, acumulando perdas de R$ 152 bilhões ao ano. Além do Brasil, somente Letônia e Estônia isentam esse tipo de investimento atualmente.
Ao mesmo tempo, os movimentos chamam a atenção para a necessidade de regulamentar também o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF). Previsto na Constituição de 1988, o IGF nunca foi devidamente regulamentado.
Com alíquotas anuais modestas – de 0,5% para patrimônios R$ 10 milhões e R$ 40 milhões; 1% entre R$ 40 milhões e R$ 80 milhões; e 1,5% acima de R$ 80 milhões –, o Estado poderia arrecadar cerca de R$ 40 bilhões ao ano. Ao mesmo tempo, o IGF afetaria apenas 0,03% da população.

CEE/Caixa destaca avanços do Acolhe e cobra ampliação das garantias às empregadas vítimas de violência

Flávio Bolsonaro empregou ex-vice-presidente da Caixa demitido por assédio sexual

Encontro estadual dos funcionários do BB será no dia 6 de junho

PEC do fim da escala 6x1 é aprovada em 1º e 2ª turnos na Câmara dos Deputados

Caixa não responde sobre Saúde Caixa, Super Caixa e sobrecarga na rede; empregados relatam cenário de adoecimento

Movimentos sindicais organizam-se para que Senado aprove PEC do fim da escala 6x1

Cabesp: entidades alertam para riscos em proposta de reforma estatutária e orientam voto “não” em AGE

Conselho de Usuários do Saúde Caixa lança informativo para aproximar beneficiários do plano

Associados aprovam Relatório 2025 da Cassi com 77,3% dos votos
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias