
Mulheres de todo o país, bancárias e não bancárias, podem inscrever-se até 16 de março para concorrer a bolsas de 100% do curso "Eu ProgrAmo: Análise de dados - meus primeiros passos em python", realizado pela escola PrograMaria e financiado pelos bancos, graças a uma conquista do movimento sindical bancário, obtida em mesa de negociação.
Após as inscrições, as candidatas deverão ficar atentas aos seus e-mails para verificar o recebimento do link do processo seletivo, previsto para ocorrer entre os dias 17 e 18 de março.
> Clique aqui e acesse o formulário de inscrições
* Não é necessário conhecimento prévio para participar do curso, que possui material didático construído para que as participantes consigam aprender do zero.
Entenda a iniciativa
Esta é uma nova fase da iniciativa "Mais mulheres na TI", para a qual duas escolas foram contratadas pelos bancos na concessão de bolsas de estudo na área de tecnologia da informação, conforme compromisso fechado com a categoria bancária, na campanha nacional unificada de 2024. Por meio do programa, foram estabelecidas a concessão de cerca de 3.100 bolsas pela escola PrograMaria e cerca de 100 pela escola Laboratória.
Fernanda Lopes, secretária da Mulher da Contraf-CUT, reforça que a conquista é parte de "uma construção" de direitos adquiridos pelas bancárias, na mesa de negociação "Igualdade de Oportunidades", estabelecida há cerca de 26 anos.
"Esse importante espaço permanente de negociações, entre bancários e empresas, nos permitiu avançar nas reivindicações pelo tratamento igualitário no acesso ao emprego e ascensão para todos e todas, negros, negras, mulheres, LGBTs e pessoas com deficiência", destaca a dirigente. "Nossas defesas são construídas com base em levantamentos técnicos que nós temos apresentados, reiteradamente, nas negociações, como, por exemplo, o problema do saldo negativo de empregos do setor ser, cada vez mais, superior entre as mulheres e as mulheres negras, em relação aos homens não negros", completa.
Fernanda ressalta ainda que, entre todas as áreas ocupacionais dos bancos, a de Tecnologia da Informação (TI) é uma das poucas que registrou, nos últimos anos, saldo positivo na geração de empregos. Segundo levantamento mais recente do Dieese, realizado com base no Caged de 2025, no ano passado, do total de contratações feitas pelo setor bancário para vagas em TI, 78,3% das contratações foram de homens, contra 21,7% de mulheres.
“O setor de tecnologia ainda reflete desigualdades estruturais que historicamente afastaram as mulheres dos espaços de maior inovação e valorização profissional. Ao garantir bolsas e ampliar o acesso à qualificação, estamos indo além da formação técnica: estamos intervindo na raiz do problema, criando condições reais para que mais mulheres ingressem, permaneçam e cresçam em uma área estratégica e em expansão. A alta procura demonstra que talento e disposição não faltam, o que sempre faltou foi oportunidade. E é justamente esse vazio que o movimento sindical assume o compromisso de preencher, com ação, negociação e políticas concretas de inclusão”, destaca a secretáriao-geral do Sindicato dos Bancários de Araraquara e região, Andréia C. de Campos.

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