
Sem conseguir realizar nenhuma privatização desde o início do governo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tenta criar condições para emplacar a venda de estatais até o final de 2021. Uma delas foi dizer que o país pode “ir para uma hiperinflação muito rápido”, caso a dívida pública continue crescendo. A declaração do ministro aconteceu durante um evento realizado pela Controladoria Geral da União (CGU), na terça-feira (10), e recebeu crítica de economistas.
De acordo com Armando Castelar, economista e coordenador da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV), hoje o país não sofre este risco. “No momento, acho que não. Seria difícil uma inflação de 3,5% ao ano saltar para hiperinflação”, disse, em entrevista ao jornal Estadão, na terça-feira (10). Para ele, se o governo não adotar medidas para conter a dívida, o risco é de inflação mais alta ao longo do tempo, mas não de hiperinflação, como afirmou o ministro.
Mas, o governo não tem medidas eficazes para solucionar o problema. Para conter a dívida pública, Guedes continua apostando na venda das empresas estatais. Depois da repercussão negativa do comentário sobre a hiperinflação, Guedes assumiu que a declaração foi um alerta para acelerar as privatizações.
O ministro da economia se disse frustrado por não conseguir realizar nenhuma privatização. “Estou bastante frustrado com o fato de a gente estar aqui há dois anos e não ter conseguido vender uma estatal”, disse. Em outro evento, também nesta terça-feira, Guedes voltou a afirmar que quatro estatais estarão privatizadas até o final de 2021 – Os Correios, a Eletrobras, o porto de Santos e a PPSA (contratos da Pré-Sal Petróleo S/A).
Para Armando Castelar, as privatizações, apontadas por Guedes para solucionar a dívida do país, não resolvem a questão. Abater dívidas com receitas geradas pela venda de estatais não vai reduzir o crescimento do déficit. “Privatização não vai gerar receita significativa na dinâmica da dívida. Privatização é algo que se faz uma vez. O déficit fiscal vem todo ano. Adia o problema, mas não resolve”, explica.
O que ele vai fazer quando a dívida continuar crescendo e não tiver mais patrimônio para vender?

Banco do Brasil apresenta avanços em negociação, mas funcionalismo cobra propostas financeiras

Comando Nacional derrota propostas de arrocho salarial

Caixa promete apresentar nova proposta para o Saúde Caixa nesta sexta-feira (28)

Caixa lucra R$ 7,4 bilhões no semestre e CEE cobra valorização dos empregados

Campanha Nacional: Sem aumento real não dá, Fenaban!

Dia dos Bancários será celebrado com sorteio de prêmios para associados

Caixa não apresenta nova proposta para o Saúde Caixa

Negociação do Banco do Brasil segue sem avanço nas principais reivindicações

Banqueiros propõem reajuste de 62% da inflação, um dos piores de 2026
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias