
O atual governo está trabalhando pelo completo esvaziamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Na última sexta-feira (13), o jornal Folha de S.Paulo revelou que o Ministério da Economia está elaborando três medidas provisórias (MPs), para cortar a contribuição patronal ao trabalhador de 8% para 2% e a multa rescisória, de 40% para 20%.
A exposição de motivos das MPs diz que o governo visa “contribuir, não apenas para a redução no custo da contratação de trabalhadores, como também para a melhoria do cenário econômico, o que possibilitará o aumento de novos empregos e novas contratações”.
No entanto, para a empregada da Caixa Econômica Federal e diretora executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Eliana Brasil, “este governo nunca pensa no trabalhador. O FGTS é uma importante poupança para o caso de eventual demissão, adoecimento por doenças graves ou aposentadoria. É também um recurso para aquisição de casa própria e isso não pode ser desconsiderado”.
Função social
Além de ser um instrumento de proteção dos trabalhadores, o FGTS cumpre outras funções sociais. É com seus recursos que setores fundamentais da economia, como habitação popular e saneamento básico, são financiados, pois o setor privado não os considera lucrativos. Por essa razão, a iniciativa do governo desperta oposição até de setores empresariais, como o da construção civil, que prevê redução de seus empreendimentos.
Em pouco mais de 30 anos, os recursos do FGTS financiaram mais de 7 milhões de moradias e geraram ao menos 23 milhões de empregos por meio de seus financiamentos. O fundo soma hoje mais de R$ 500 bilhões, ativos fundamentais para o desenvolvimento da economia, que será duramente afetada pela proposta de redução da contribuição patronal ao fundo.
Desmonte do Estado
Para a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, “o atual governo tem um amplo projeto para destruir todas as garantias trabalhistas”. Conforme explicou Juvandia, “a ideia de acabar com a importância do FGTS mostra o quanto o atual governo é irresponsável, pois para favorecer os grandes grupos, não se importa em destruir estruturas importantes do Estado brasileiro”.
A economia como um todo também sofreria com a mudança. “O FGTS é fundamental para políticas públicas de cunho social e, ao financiar grandes projetos do governo federal, dos estados e das cidades, gera muitos empregos. Essa medida, além de promover a concentração de renda, também geraria mais miséria e aumentaria a fila dos desempregados no Brasil”, concluiu Juvandia.

Bancários da Caixa em Araraquara mantêm greve e realizam novo ato nesta terça-feira (22)

Santander frustra expectativa dos trabalhadores

Campanha Nacional: Com reajuste de 4,6%, bancários vão injetar R$ 97 bilhões na economia até agosto de 2027

Caixa: Maioria dos empregados rejeita proposta e greve continua

Empregados da Caixa na base de Araraquara rejeitam nova proposta de ACT e aprovam continuidade da greve

Sindicato reforça luta pela inclusão e direitos das pessoas com deficiência

Banco consultou órgãos reguladores e obteve autorização para pagar a antecipação da PLR às funcionárias e aos funcionários das bases que assinaram o acordo coletivo após 11 de setembro

Negociação com Santander será retomada no dia 22

Bradesco antecipa pagamento da 13ª cesta alimentação para 28 de outubro
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias