
O Pix, uma ferramenta desenvolvida por servidores do Banco Central, vai ganhar duas novas modalidades a partir de outubro de 2024. O Pix automático e o Pix agendado, que será recorrente.
O Pix automático vai operar como é hoje o débito automático. É mais uma opção de pagamento para as contas que se tem todo o mês, como água, luz, escola, academia, condomínio e por aí vai. Todas as pessoas que usam o Pix vão poder ter essa opção independentemente do banco em que possui conta. Para pessoa física o serviço não terá cobrança de tarifa.
Na avaliação do Banco Central, o Pix automático pode alcançar ainda mais gente do que o débito automático. Isso porque quando uma empresa oferece o serviço de débito automático, como as companhias de água e luz, por exemplo, ela precisa fechar acordo com os principais bancos do mercado. Com isso, clientes de instituições financeiras menores podem ficar de fora. A modalidade de transferência e pagamento foi responsável por incluir 71,5 milhões de usuários no sistema financeiro, de acordo com balanço divulgado no mês passado, quando o Pix completou três anos.
Pix agendado
Já o Pix agendado, ou recorrente, é parecido com uma transferência agendada, usada para pagar serviços que são pagos de forma regular, como diarista e psicólogo. Mediante uma autorização prévia, o usuário vai poder ter determinado pagamento debitado, de forma automática, todo mês, sem precisar lembrar de pagar a fatura e fazer um agendamento ou uma autenticação a cada operação. Esse funcionará apenas para transferência entre pessoas físicas.
Os números do Pix
Até 31 de outubro deste ano, os números eram de 146.861.796 usuários pessoas físicas e 14.462.733 pessoas jurídicas. No total, são mais de 161 milhões de usuários do serviço. Foram 674.606.199 chaves cadastradas até 31 de outubro de 2023. No período, o serviço registrou 9,4 bilhões de operações. Na sequência, aparecem as transações com cartão de crédito (4,4 bi); cartão de débito (3,9 bi); e cartão pré-pago (2,4 bi).
Somente no ano passado, a modalidade como meio de pagamento foi a mais utilizada no país. Foram 24 bilhões de operações, que totalizaram R$ 1,2 trilhão.
Pais do Pix
No Brasil, os pais (e as mães) do Pix foram os funcionários de carreira do Banco Central.
A portaria do Banco Central que instituiu o grupo de trabalho para desenvolver uma ferramenta interbancária de pagamento instantâneo foi publicada em 3 de maio de 2018.
O sistema de pagamento instantâneo foi criado e implementado pelos Analistas e Técnicos do Banco Central do Brasil – ou seja, por servidores concursados de Estado, como explícito em nota do Sindicato Nacional dos Servidores do Banco Central (Sinal), divulgada nas eleições de 2022, quando o governo à época tentou tomar para si a criação do programa de pagamentos, que é hoje amplamente difundido no Brasil.

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