
Entre os dias 13 e 20 de março, acontecem as eleições para a Fundação Itaú, com votação digital. Bancários ativos e assistidos poderão escolher seus representantes para o Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal e Comitês de Planos, abrangendo participantes ativos, autopatrocinados, optantes pelo Benefício Proporcional Diferido (BPD) e aqueles em fase de opção.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e o Sindicato dos Bancários de Araraquara e região declaram apoio à "Chapa 1 – O futuro é hoje", destacando a importância da presença de representantes dos trabalhadores na gestão do fundo de pensão.
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Dificuldades na campanha e resposta da Comissão Eleitoral
A Chapa 1 reforça que a representação dos trabalhadores sempre esteve comprometida com o acompanhamento dos 17 fundos administrados pela Fundação Itaú, garantindo participação nos Comitês de Planos. Entretanto, a campanha tem enfrentado dificuldades para divulgar suas propostas diretamente aos participantes, especialmente devido à falta de acesso ao colégio eleitoral.
A Chapa 1 solicitou à Comissão Eleitoral que a Fundação facilitasse o envio de materiais de campanha aos participantes, considerando que muitos deles não estão mais dentro do banco, o que dificulta a disseminação de informações. Também foi feito um pedido para que a COE do Itaú intercedesse junto ao banco Itaú, patrocinador do fundo, para disponibilizar esses dados. No entanto, até o fechamento desta matéria, não houve retorno sobre as demandas.
O diretor da Área de Relações Sindicais do Itaú respondeu à COE afirmando que não seria possível fornecer a lista de votantes. De acordo com a Fundação Itaú, o acesso às informações dos participantes é impossibilitado por quatro razões principais:
- A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) impede que tais dados sejam compartilhados sem autorização individual;
- A regulamentação da PREVIC também protege essas informações;
- Existe uma regra formal nos documentos da Fundação sobre o formato da eleição, que vincula seus dirigentes e a comissão eleitoral;
- Compartilhar esses dados configuraria quebra do dever fiduciário e violação das normas da PREVIC, o que poderia resultar na nulidade da eleição dos dirigentes;
- A campanha deve ser conduzida em condições de igualdade, utilizando o espaço destinado no site da Fundação para divulgação das chapas.
Transparência e participação dos bancários
O Sindicato e a Contraf-CUT reforçam que a transparência no processo é fundamental para garantir a legitimidade das eleições e permitir que os participantes tomem decisões informadas. "Temos a responsabilidade de assegurar que todos possam conhecer as propostas dos candidatos e escolher a opção que melhor protege seu patrimônio", afirma Carlos Damarindo,dirigente da Confederação.
A coordenadora da COE Itaú, Valeska Pincovai, também critica a falta de acesso a informações essenciais. "Não é justo que, em um processo eleitoral que envolve um dos maiores fundos de previdência do país, com um alto valor em caixa, não sejam dadas condições para que os participantes escolham a melhor proposta para administrar a Fundação. Todos precisam conhecer as pessoas envolvidas e entender quais benefícios estão sendo propostos para os fundos de pensão. Precisamos eleger um conselho fiscal transparente, com propostas sólidas para gerir o patrimônio e os recursos financeiros", defende Valeska.
Outro ponto levantado pela entidade é a ineditismo desta disputa. Durante anos, não houve concorrência nas eleições da Fundação Itaú, e agora, de forma inesperada, surgiu uma segunda chapa. "Isso levanta questionamentos sobre os reais interesses por trás dessa nova candidatura", alerta Damarindo.
Diante desse cenário, a Contraf-CUT e o Sindicato reforçam a importância do voto consciente e do apoio à Chapa 1, garantindo que os trabalhadores sejam representados de forma transparente e comprometida com os direitos dos participantes do fundo de pensão.



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