
O Sindicato dos Bancários de Araraquara e Região se somou à mobilização nacional do Dia de Luta no Banco do Brasil, realizada nesta quarta-feira (22), em defesa da saúde, da dignidade e dos direitos dos trabalhadores da instituição pública. A atividade contou com diálogo com bancários e clientes, distribuição de um Infopress e também de laranjas, em uma ação simbólica que denunciou a exploração promovida pelo banco — que “suga” seus funcionários até o limite do adoecimento.

Nos últimos meses, a gestão do Banco do Brasil tem conduzido um verdadeiro desmonte das relações de trabalho, impondo medidas arbitrárias sob o discurso de “racionalização de despesas”. Entre as mudanças, estão o fim do pagamento das substituições, a suspensão das férias nos meses de novembro e dezembro e o aumento da jornada de trabalho, sem qualquer negociação com as entidades representativas. Ao mesmo tempo, a pressão por metas inalcançáveis vem se intensificando, transformando o ambiente laboral em um espaço de medo, competição e exaustão emocional.
A mobilização também serviu para alertar sobre o grave risco à Cassi, a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. As recentes reestruturações internas, como o programa Performa, reduziram salários e, consequentemente, a entrada de recursos no plano — sustentado pelo princípio da solidariedade. Diante disso, as entidades representativas defendem o retorno ao modelo de custeio 70/30, a garantia do pós-laboral custeado pelo banco para quem ingressou após 2018 e a inclusão dos funcionários oriundos de bancos incorporados. A luta é por um plano financeiramente sustentável e que continue garantindo o cuidado com a saúde dos trabalhadores do BB.

Para a secretária-geral do Sindicato, Andréia Cristina de Campos, o atual cenário exige resistência e mobilização permanente.
“O Banco do Brasil precisa resgatar o respeito e o diálogo. O que vemos hoje é um ambiente onde o medo substitui a confiança e onde as metas valem mais que as pessoas. Esse modelo é insustentável e desumano”, afirmou.
Já a diretora Samira Fernandes Borghi destacou que a luta vai além da defesa de direitos trabalhistas.
“Essa lógica de gestão, orientada pela cultura do individualismo, tem provocado adoecimento físico e mental em larga escala, corroendo o espírito coletivo do trabalho bancário e afastando o banco de sua função social. Estamos falando de preservar o caráter público do BB e o valor humano de quem o sustenta. Sem trabalhadores saudáveis e respeitados, não há banco forte nem atendimento de qualidade à sociedade”, ressaltou.

A mobilização em Araraquara reafirmou o compromisso do Sindicato com a saúde, a valorização e a dignidade da categoria, e deixou claro que a luta por um Banco do Brasil humano, público e socialmente responsável continua firme — nas ruas, nas agências e em cada local de trabalho.


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