
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a representante das empregadas e dos empregados no Conselho de Administração (CA) da Caixa Econômica Federal, Fabiana Uehara, representando o Sindicato, reforçaram junto à direção do banco a cobrança para que a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2025 seja paga no mesmo dia da divulgação do balanço do 4º trimestre de 2025.
Conforme o calendário de eventos publicado pelo próprio banco em sua página de Relações com Investidores, a divulgação está prevista para 4 de março e a videoconferência de explicação dos resultados em 5 de março.
A reivindicação foi formalizada por meio de ofício enviado pela Contraf-CUT à Vice-Presidência de Pessoas da Caixa. No documento, a entidade solicita a antecipação do pagamento da parcela referente ao exercício de 2025, prevista no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
De acordo com o ofício, embora o ACT permita o pagamento até 31 de março de 2026, a antecipação é plenamente viável e necessária para os trabalhadores.
A Contraf-CUT “vem requerer a essa instituição financeira a antecipação do pagamento da 2ª parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), referente ao exercício de 2025”.
O documento também destaca que, no início do ano, concentram-se diversas despesas dos trabalhadores, o que reforça a importância de a empresa realizar o crédito o quanto antes.
Fabi também pediu a antecipação
Além do ofício da Contraf-CUT, a conselheira eleita pelos empregados, Fabiana Uehara, encaminhou solicitação à direção executiva do banco defendendo que o pagamento seja realizado junto com a divulgação do resultado.
“A antecipação representa um importante gesto de reconhecimento e valorização dos empregados, que têm demonstrado comprometimento e resiliência frente aos desafios operacionais e de mercado”, afirmou Fabi Uehara.
“Os resultados apresentados pela Caixa são fruto direto do trabalho das empregadas e dos empregados. O pagamento no dia da divulgação do balanço é uma forma concreta de reconhecimento”, defendeu Fabi.
Lucros elevados reforçam reivindicação
A Caixa vem apresentando resultados expressivos ao longo de 2025. O banco registrou lucro de R$ 4,9 bilhões no primeiro trimestre, R$ 9,78 bilhões no primeiro semestre, crescimento de 50,3% no terceiro trimestre e lucro contábil acumulado de cerca de R$ 13,5 bilhões nos nove primeiros meses de 2025.
Para o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco, os números comprovam que a reivindicação é plenamente justificável. “Quem constrói esses resultados diariamente são as empregadas e os empregados. A Caixa tem condições financeiras e deve reconhecer isso pagando a segunda parcela da PLR imediatamente após divulgar o balanço”, disse. “É uma medida simples, possível e que demonstra respeito ao corpo funcional”, completou.
Pendências de pagamentos
A cobrança também ocorre em um contexto de outras verbas ainda não recebidas pelos trabalhadores. As empregadas e empregados aguardam o pagamento dos valores dos deltas referentes à promoção por mérito de 2025, prevista no plano de carreira, e também da premiação ligada ao programa Super Caixa.
O movimento sindical tem apontado que o regulamento do programa não reflete adequadamente o esforço do corpo funcional e cobra regras mais transparentes e justas. Mesmo assim, os trabalhadores ainda não receberam a premiação referente ao desempenho já apresentado.
“Além do pagamento do Super Caixa, o banco precisa resolver os problemas que já foram apontados nos critérios de apuração dos resultados, para que nenhum empregado tenha qualquer tipo de prejuízo. A luta é para que quem tenha vendido, receba pelo trabalho realizado”, disse Fabi.
Segundo Felipe Pacheco, a situação aumenta a importância do pagamento imediato da PLR.
“Os colegas aguardam a promoção por mérito e a premiação do Super Caixa, que ainda não foram creditadas. Por isso, o adiantamento da PLR ganha ainda mais relevância para a renda das famílias, principalmente com as contas que se acumulam no início do ano”, explicou. “Pagar no dia 4 de março é reconhecer quem garantiu os resultados do banco”, continuou.
O Sindicato dos Bancários de Araraquara e região seguirá acompanhando o tema junto à direção da Caixa e continuará cobrando uma posição oficial da empresa sobre a antecipação do pagamento.

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