
As secretarias de Formação e de Saúde do Trabalhador da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realizaram uma reunião na última sexta-feira (8) para analisar a aplicação dos instrumentos destinados ao acolhimento e encaminhamento das demandas dos trabalhadores afetados por doenças relacionadas ao trabalho.
Esses instrumentos foram previamente apresentados e debatidos durante o último módulo do Curso de Vigilância e Atenção à Saúde do Trabalhador, realizado nos dias 18 e 19 de outubro, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo.
A reunião contou com a participação dos alunos do curso, que compartilharam suas experiências no uso desses mecanismos em unidades específicas de bancos, dentro de suas áreas de representação sindical. O Sindicato dos Bancários de Araraquara e região concluiu todos os módulos da formação e teve sua participação representada pela secretária geral da entidade, Andréia C. de Campos.
Essa última reunião marcou também o encerramento do Curso de Vigilância em Saúde do Trabalhador Bancário, cujo objetivo principal foi aprimorar os instrumentos de monitoramento dos ambientes de trabalho na categoria. Durante o curso, foram desenvolvidos checklists para avaliação dos ambientes laborais, além da definição de um instrumento chamado Escala de Avaliação de Contexto de Trabalho (EACT), que foi cientificamente validado. Os participantes do curso foram encarregados de aplicar esses instrumentos, avaliar as dificuldades encontradas e sugerir melhorias.
Para Mauro Salles, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, o curso foi muito importante, pois permitiu aprofundar conhecimentos e trocar experiências e terminou com a elaboração coletiva de instrumentos para ação concreta nos ambientes de trabalho, “qualificando o trabalho sindical e a relação com os bancários, buscando melhorias na saúde e condições de trabalho. Foi importante também a parceria entre as Secretarias de Saúde e de Formação e do Coletivo Nacional de Saúde”.
Na reunião, foi apresentado um feedback que possibilitou refinamentos nos instrumentos. A partir de 2024, a meta é aplicar essa metodologia em larga escala, permitindo a realização de uma vigilância contínua nos ambientes de trabalho e a cobrança por melhorias.

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