
Nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, bancários e bancárias do Bradesco, Santander e Itaú recebem a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O crédito fecha o ciclo de distribuição referente ao lucro anual das instituições e reafirma um princípio essencial: quem constrói o resultado tem direito a participar dele.
A PLR não é benefício concedido pelos bancos. É uma das maiores conquistas históricas da categoria bancária, assegurada na Convenção Coletiva de Trabalho nacional desde 1995, a primeira do país a garantir esse direito de forma organizada e permanente. Foi a mobilização sindical que transformou reivindicação em cláusula concreta.
Desde então, a regra foi aperfeiçoada, os critérios foram aprimorados e os valores evoluíram, acompanhando a capacidade de geração de lucro das instituições financeiras. Pela CCT, o pagamento ocorre em duas parcelas: a antecipação até 30 de setembro e a segunda até 1º de março. Um mecanismo construído para garantir transparência e distribuição justa dos resultados.
Em um setor que registra lucros bilionários ano após ano, a PLR representa o reconhecimento de que esses números são fruto direto do trabalho diário nas agências, departamentos, plataformas digitais e áreas administrativas. Cada atendimento, cada meta cumprida, cada operação realizada compõe o resultado final.
A força dessa conquista também explica por que a categoria bancária é referência nacional em organização e direitos. A mesma mobilização que garantiu a PLR sustenta uma Convenção Coletiva robusta, com cláusulas que protegem salários, saúde, condições de trabalho e igualdade de oportunidades, servindo de exemplo para diversas outras categorias no país.
“A PLR é resultado direto da organização e da unidade da categoria bancária. Nada disso veio de presente. Foi conquistado com mobilização, negociação firme e a presença ativa do Sindicato. Nossa Convenção Coletiva é exemplo para o país porque os bancários entenderam que direitos se constroem coletivamente. E seguiremos vigilantes para preservar e ampliar cada uma dessas conquistas”, destaca o presidente do Sindicato dos Bancários de Araraquara e Região, Paulo Roberto Redondo.
Direitos são fruto de luta, estratégia e união.
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