
O Coletivo Nacional de Segurança do Ramo Financeiro realizou, na tarde da última quarta-feira (22), uma reunião virtual para debater os principais problemas enfrentados por trabalhadores e clientes nas unidades bancárias em todo o país. O encontro reuniu representantes de diversas bases sindicais, que apresentaram demandas relacionadas às condições de segurança nos locais de atendimento.
Entre os temas centrais discutidos estiveram a retirada das portas de segurança em agências bancárias, a falta de medidas efetivas de proteção nas unidades de atendimento, além do crescimento das fraudes e dos golpes digitais. Também foi destacada a preocupação com o aumento de roubos em áreas de autoatendimento, especialmente em períodos de maior movimentação, como dias de pagamento de aposentados e datas de pico bancário.
Durante a reunião, os participantes avaliaram que o cenário exige atualização das reivindicações históricas da categoria diante das novas formas de violência e criminalidade que atingem trabalhadores e usuários do sistema financeiro.
Ficou definido que será renovada e atualizada a minuta de reivindicações de segurança que integrará a Campanha Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro 2026, incorporando os problemas levantados pelas bases sindicais.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) encaminhará às federações as cláusulas atualmente existentes nos acordos coletivos, com o objetivo de subsidiar os debates nas conferências regionais e estaduais que antecedem a construção da pauta nacional.
O fechamento da nova minuta ocorrerá durante a 27ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, prevista para o final de junho, em São Paulo.
Para o coordenador do Coletivo Nacional de Segurança do Ramo Financeiro, Jair Alves, o processo de escuta das bases é fundamental para enfrentar os novos desafios do setor. “A realidade da segurança bancária mudou muito nos últimos anos. Hoje lidamos não apenas com assaltos físicos, mas também com o crescimento acelerado das fraudes digitais e da violência nos espaços de autoatendimento. Por isso, é essencial ouvir as bases em todo o país para construir uma pauta atualizada, que garanta proteção efetiva para trabalhadores e clientes”, destacou Jair Alves.

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