
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu virtualmente, no último dia 20, com representantes do banco para a apresentação do programa “Conduta Certo”.
A avaliação da representação sindical é de que o banco trouxe uma apresentação superficial, sem detalhar adequadamente o funcionamento do programa e seus impactos práticos sobre os trabalhadores.
Apesar da tentativa do banco de apresentar o programa como ferramenta de “qualidade” e “segurança”, a reação da representação dos trabalhadores foi de forte preocupação com o aprofundamento da cultura de cobrança, vigilância e punição dentro do Santander.
A coordenadora da COE Santander, Ana Marta de Lima, afirmou que os bancários enxergam o programa como mais um mecanismo de pressão e estão descontentes com a mudança. “Mais uma vez o banco implementa uma mudança que afeta diretamente os trabalhadores sem nenhuma negociação com o movimento sindical. A sensação dos bancários é que este programa foi atualizado para impactar na remuneração variável que esses trabalhadores teriam que receber. Existe muita preocupação sobre como essas avaliações serão utilizadas no dia a dia e quais consequências poderão trazer para os funcionários”, afirmou.
A dirigente sindical também criticou o fato de o programa desconsiderar a realidade das agências e departamentos, onde os trabalhadores convivem diariamente com sobrecarga, redução de quadros e pressão intensa por resultados.
A secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do Santander, Rita Berlofa, criticou o fato de o banco não ouvir os trabalhadores que estão na ponta. “Os trabalhadores das agências não estão sendo ouvidos e a satisfação deles não está sendo levada em consideração”, afirmou.
Rita também alertou para o aumento das punições e do clima de insegurança entre os funcionários. “O número de punições está muito alto e os trabalhadores estão reclamando muito disso. É uma pressão muito grande. O banco precisa ouvir o movimento sindical e os funcionários para buscar melhorias, e não apenas ampliar os mecanismos de controle”, disse.
A COE Santander afirmou que continuará acompanhando a implementação do “Conduta Certo” e cobrando transparência, respeito às condições de trabalho e garantias de que o programa não seja utilizado como instrumento de perseguição ou aumento da pressão sobre os bancários.

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