
Em mais um ataque aos trabalhadores, a Caixa está promovendo mudanças na gestão de pessoas que vão no caminho oposto ao que a área deveria tomar: desumaniza o tratamento aos empregados, como se fossem números ou só valessem pelas vendas que fazem para aumentar os resultados. Um dos exemplos mais graves foi a redução da PLR Social (o estabelecido em acordo coletivo de trabalho é a distribuição linear de 4% do lucro líquido, mas sem qualquer aviso ou negociação com os trabalhadores, o banco distribuiu apenas 3%), justamente num momento em que os bancários da Caixa se ocupam de uma tarefa social das mais importantes hoje para o país: o pagamento do auxílio emergencial em meio a uma crise humanitária. Mas há ainda outros exemplos.
Recentemente a gestão de pessoas, com o conhecimento de vice diretora da área, revogou normativos inteiros sem qualquer discussão com os empregados, entre eles o regramento das férias e o Apip (que prevê cinco folgas ao ano que podem ser usufruídas ou pagas aos trabalhadores). “São conquistas dos empregados da Caixa, que vieram após muita mobilização e negociação em mesa, e estão previstas no nosso Acordo Coletivo de Trabalho. Estamos estudando a medida juridicamente e vamos questionar o banco. Esses normativos são fruto da negociação coletiva e qualquer supressão ou mudança teria de ser negociada com os sindicatos. Ao revogar esses normativos, o banco desvaloriza conquistas históricas e o diálogo com os trabalhadores”, destaca Dionísio Reis, membro da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa).
A desvalorização dos empregados passa ainda por medidas que o banco só não levou a cabo porque encontrou resistência do movimento sindical, como condicionar o pagamento de 1 delta ao desempenho do bancário na GDP (Gestão de Desempenho de Pessoas). A gestão de pessoas pressionou para que o delta só fosse dado a quem tivesse um bom posicionamento na GDP, ou seja, queriam vincular o pagamento ao cumprimento de metas. Mas, na negociação, os Sindicatos conseguiram barrar essa medida e conquistar o pagamento de 1 delta a todos os empregados.
Outra medida barrada pelo movimento sindical foi a de direcionar gestores aos sábados para agências fechadas do banco, durante a primeira fase de pagamento do auxílio emergencial, em 2020. Queriam que os gestores fossem para agências com grandes demandas e que estavam fechadas aos finais de semana para esclarecer a população que estava atrás do benefício. Ou seja, pretendiam colocar o empregado diante de uma situação muito delicada. Que gestão de pessoas faz algo assim?! As entidades representativas protestaram, posicionaram-se em mesa e conseguiram reverter mais essa decisão desastrosa.
Redução das Gipes
O descaso com que o banco trata seus empregados tem consequências na própria Gipes, que está sendo esvaziada e centralizada. A Gipes em São Paulo contava com 80 empregados, e agora tem apenas 20. Reduziu a equipe a tal ponto que ela não consegue mais responder às demandas dos bancários. Em outros estados, as Gipes foram desmontadas e suas funções foram centralizadas em Brasília. E essa centralização contribui para a desumanização porque a Gipes de Brasília enxerga pessoas como números, pratica uma gestão financista. Foi a Gipes em Brasília que praticou a redução da PLR Social, por exemplo.
É válido destacar que a Gipes é a área do banco responsável pela negociação com os empregados, e seu esvaziamento também é uma forma de desqualificar o canal negocial com os trabalhadores.
Plenária no dia 20
A Caixa, um banco que cumpre um papel social tão importante para o país, está se tornando uma empresa desumana. E a única forma de enfrentar isso é com a mobilização coletiva. Por isso, o Sindicato convida os empregados a participarem da plenária estadual virtual que acontecerá na terça-feira (20), às 19h.
A plenária (o link será divulgado brevemente) debaterá a redução da PLR Social e a luta contra a privatização da Caixa, dentre outros assuntos. Os empregados podem enviar sugestões por meio de formulário AQUI.

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