
A última sexta-feira, 20/03, tinha tudo para ficar marcada como um dia de reconhecimento para os empregados, já que, naquela data, estava previsto o acerto da PLR e o crédito da promoção por mérito referente ao ano-base 2025, direitos oriundos do processo de negociação com as entidades sindicais. Porém a previsão do pagamento do bloco “Sinergia” do programa Super Caixa deixou os empregados apreensivos, já que as regras estabelecidas unilateralmente pela diretoria da Caixa poderiam deixar milhares de colegas sem receber as comissões pelos produtos vendidos.
Nos dias que antecederam a data prevista para o pagamento do bloco “Sinergia”, os representantes da direção do banco realizaram diversas reuniões com empregados da rede, para tentar justificar as mudanças. E o discurso ensaiado pela direção do banco era que “é necessário uma mudança de cultura”, e que “as premiações são para os empregados que realizaram algo excepcional”. A alegação da diretoria da Caixa é que não é possível que todos os empregados sejam excepcionais para justificar que recebam as ditas “premiações”, e que o Banco Central exigiria que a direção da empresa restringisse tais pagamentos somente a quem obtiver este enquadramento.
Mas as contradições não demoram: ao mesmo tempo em que afirma ser impossível que o grupo de empregados seja tão bom e, portanto, não são todos que podem receber a “premiação”, toda a direção da Caixa recebeu seus bônus, como pode ser conferido na página da instituição, embolsando centenas de milhares de reais cada à título de bonificação da Caixa (clique aqui). Além disso, muitos dirigentes da empresa também atuam em conselhos das subsidiárias, aumentando ainda mais o que ganham a partir do esforço de quem realmente vende. Ou seja, a diretoria da empresa se beneficia do resultado construído por cada empregado, mas cria regras restritivas para que eles próprios não obtenham o reconhecimento pelo seu trabalho.
“A indignação entre os empregados é enorme. A própria concepção do programa Super Caixa é equivocada, ao condicionar o pagamento das comissões pela venda de produtos à fatores que não estão relacionados às vendas. Buscamos a negociação com a direção, para propor mudanças no programa, mas, infelizmente, as mudanças aplicadas, como o escalonamento, só tornaram o programa mais injusto e excludente. Agora, precisamos expressar nossa insatisfação, e, além disso, nos organizar para ampliar nossa mobilização, e, assim, fazer com que a direção da Caixa escute a nossa voz”, diz o diretor-presidente da Apcef/SP, Leonardo Quadros.
CSAT da direção da Caixa
“O primeiro cliente que deve ser ouvido é o cliente interno. Assim, pedimos que os empregados deem uma ‘nota’ e expressem sua opinião em relação às decisões da gestão Carlos Vieira em relação ao programa Super Caixa.
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