
O movimento sindical bancário deu um importante passo na defesa dos direitos das pessoas com deficiência, com a eleição de seus representantes para o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade). A vitória ocorreu durante assembleia em Brasília, que reuniu diversos segmentos do Coletivo Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência da CUT.
Esta conquista simboliza a resistência aos quatro anos de desmonte das políticas de inclusão promovido pelo governo Bolsonaro, período marcado por ataques sistemáticos aos direitos já conquistados pelas pessoas com deficiência.
Maria Cleide Queiroz, dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora nacional dos trabalhadores com deficiência da CUT, não esconde a emoção: "Estamos escrevendo um novo capítulo. Depois de tantos retrocessos e discursos capacitistas, hoje podemos trabalhar na reconstrução de políticas públicas efetivas. O Conade será nossa trincheira na luta contra o capacitismo e pela garantia de direitos fundamentais".
Entre as prioridades da bancada cutista está a aprovação do PL do Abono de Ausência, que garantiria a todos os trabalhadores brasileiros o direito já conquistado pelos bancários - um dia para manutenção de equipamentos assistivos. "Levaremos nossa experiência bem-sucedida na convenção coletiva para transformá-la em política nacional", afirmou Maria Cleide.
O ramo bancário sempre foi vanguarda nas conquistas sociais. Representar os trabalhadores no Conade fortalece a capacidade da categoria de influenciar políticas públicas e ampliar direitos, barrar retrocessos e avançar na agenda inclusiva.

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