
A funcionária que havia sido afastada por depressão foi demitida por justa causa, considerando abandono de emprego. A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho determinou que o juízo de primeiro grau reexamine a ação em que uma empregada do Banco Santander S.A. pretende anular a dispensa por justa causa e ser reintegrada no emprego.
A bancária recebia auxílio-doença pelo INSS devido um quadro de depressão, insônia, ansiedade e irritabilidade. O benefício foi revogado e a funcionária não retornou o trabalho, o que resultou na demissão.
A Justiça comum, em decisão posterior à sentença que rejeitou seu pedido, restabeleceu o benefício, com o fundamento de que ela não estava apta ao trabalho.
Afastamento foi causado por ansiedade e depressão
Na ação, a funcionária disse que trabalhava como caixa em agência bancária e, a partir de março de 2012, passou a apresentar quadro de ansiedade, insônia, depressão e irritabilidade, que a levaram a ficar afastada pelo INSS até agosto de 2018.
No fim desse período, ela informou ao banco que havia ajuizado uma ação na Justiça comum para restabelecer o benefício e apresentou atestado de médico particular que recomendava afastamento de seis meses com o mesmo diagnóstico de depressão, insônia, ansiedade e irritabilidade. O banco não aceitou o atestado e, em janeiro de 2019, ela foi dispensada por justa causa, por abandono de emprego.
Seu pedido de reversão da justa causa e de reintegração no emprego foi rejeitado pela 19ª Vara do Trabalho de Porto Alegre (RS) e pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região. Segundo o TRT, o fato de ela ter pedido na Justiça o restabelecimento do benefício não a isenta da obrigação de trabalhar no período em que não havia cobertura previdenciária.
Justiça comum reconheceu incapacidade
Após ter apresentado recurso de revista para trazer o caso ao TST, a bancária informou ao TRT a existência de fato novo: a publicação da decisão da Justiça comum que determinava o restabelecimento do seu auxílio-doença acidentário desde a sua primeira negativa, ao fundamento de que ela estava inapta ao trabalho.
A relatora, ministra Liana Chaib, observou que, de acordo com a Súmula 32 do TST, o abandono de emprego é presumido quando a pessoa não retornar ao serviço no prazo de 30 dias após o fim do benefício previdenciário nem justificar o motivo de não o fazer. Para a ministra, a decisão que reconheceu a incapacidade da bancária para o trabalho é um fato novo capaz de influenciar a solução da causa, sobretudo porque as decisões anteriores se basearam essencialmente na aptidão. Por isso, é necessário que o caso seja agora apreciado levando isso em conta.
A decisão foi unânime.

Negociação com Santander será retomada no dia 22

Bradesco antecipa pagamento da 13ª cesta alimentação para 28 de outubro

Assembleia na segunda-feira (21) avalia nova proposta da Caixa. Confira o edital

Corte da Selic é positivo, mas juros ainda permanecem em patamar elevado

Caixa traz proposta com avanços. Veja os principais pontos

Caixa: Após cobrança da Contraf-CUT e em meio à greve, negociações serão retomadas nesta quarta (16)

Bancários do Bradesco e coligadas aprovam renovação do Supera e do PRB

Após cobrança da Contraf-CUT e mobilização dos empregados, Caixa marca mesa de negociação para quarta-feira (16)

Santander paga antecipação da PLR 2026 até 30 de setembro
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias