
A CUT e demais centrais sindicais e representantes do movimento estudantil realizaram, na manhã desta terça-feira (4), um protesto em frente à sede do Banco Central (BC) de São Paulo, na Av. Paulista.
O objetivo do ato foi denunciar os resultados negativos da política monetária praticada nos últimos anos pela entidade, por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), em manter a taxa básica de juros (a chamada Selic) em dois dígitos.
Atualmente, o índice se encontra em 15% ao ano (a.a.) tornando o Brasil o país que lidera o ranking das nações com as maiores taxas de juros reais do mundo (taxa real é o resultado da taxa básica menos a inflação). E como a Selic é usada como referência para todo o sistema bancário do país, a manutenção de um índice alto influencia diretamente no aumento do custo do dinheiro, porque induz os bancos a seguirem cobrando altas taxas em suas diversas operações de crédito.
"Tem banco praticando 7,99% de juros ao mês; cobrando 490% ao ano no rotativo do cartão de crédito. Não é por acaso que mais de 78 milhões de brasileiros e brasileiras estão com seus CPFs negativados", destacou o secretário de Assuntos Socioeconômicos da Contraf-CUT, Walcir Previtale, durante a manifestação. "Sabe para quem é boa essa taxa de juros, de 15% ao ano? É boa para o sistema financeiro, é boa para os bilionários ficarem mais bilionários. Enquanto nós, a população, o trabalhador, seguimos acordando cedo e carregando o Brasil nas costas. Essa é a realidade", completou o dirigente.
Os movimentos sindicais também apontaram que a manutenção da Selic elevada colabora para que poucos se apropriem dos recursos de muitos, isso por meio da compra dos títulos da dívida pública do Brasil que, em sua maioria, são remunerados pela taxa básica de juros. Levantamento realizado pelo Dieese mostra que, só em 2023, a União pagou mais de R$ 732 bilhões com juros dos títulos. O valor equivale a 4,3 vezes os investimentos com o Bolsa Família, 8 vezes o montante direcionado para o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), voltado à recomposição e expansão da infraestrutura do país, além de 3,3 vezes o orçamento para a Saúde e 5 vezes o orçamento para a Educação.
Entenda
O Copom se reúne a cada 45 dias por dois dias consecutivos para, com base em avaliação do cenário econômico e na inflação, redefinir a Selic. Nos dois últimos encontros, realizados em julho e setembro, a entidade decidiu manter o índice em 15% ao ano. O Comitê também deu indícios, em comunicados anteriores, que deve manter a taxa básica de juros em 15% na reunião que acontece nesta semana.
O principal argumento defendido pela entidade monetária para manter a Selic elevada é o controle da inflação. Entretanto, o uso da taxa básica de juros para controlar a inflação é bastante questionado, considerando que os registros dos últimos anos apontam que o aumento de preços de bens e serviços seguem sob controle. Ainda assim, os movimentos inflacionários identificados no Brasil, pelo aumento de alimentos e energia, estão mais relacionados a questões sazonais, como problemas ambientais ou geopolíticos, sobre às quais a elevação dos juros tem pouca influência.

Santander apresenta proposta insuficiente e não retoma negociação após rejeição da COE

Direito à desconexão: nova CCT garante respeito ao tempo de descanso dos bancários

Caixa confirma PLR, prêmio de R$ 3 mil e Super Caixa para dia 20

Veja perguntas frequentes sobre a decisão do TST para o dissídio da Caixa

Funcionários do BB publicam carta aberta em defesa do caráter público do banco

Após longo dia de negociação, comissão dos trabalhadores conquista proposta da Fenacrefi

Contraf-CUT envia ofício à Caixa questionando data do pagamento da PLR, bônus e Super Caixa

Sindicato recebe Rodrigo Leite para diálogo com funcionários do BB sobre ACT e Campanha Nacional 2026

Curso sobre Paternidade e Maternidade com Relações Compartilhadas tem nova turma em outubro
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias