
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realizou, nesta quarta (20) e quinta-feira (21), o Seminário Nacional de Organização do Ramo Financeiro – Aspectos Jurídicos. O encontro, voltado para dirigentes das federações e sindicatos que trabalham com o tema, teve cerca de 100 participantes e ocorreu em São Paulo, na sede da entidade.
O Sindicato dos Bancários de Araraquara e região participou do encontro representado por seu presidente Paulo Roberto Redondo (Maradona) e pelos diretores André Luiz de Souza e Rosângela Lorenzetti.

Além da participação de outras lideranças sindicais da categoria bancária, como a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Neiva Ribeiro, e da presidenta do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado de Rondônia, Ivone Colombo, entre outros, o evento contou com a participação de técnicos e de assessorias jurídicas para debater o cenário do ramo financeiro no momento.
O economista do Dieese Gustavo Cavarzan apresentou o quadro atual do ramo financeiro; o dirigente da CUT Nacional Eduardo Guterra tratou da organização do movimento sindical como um todo, por ramos de atividades; Ivone Colombo trouxe detalhes do caso de Rondônia, onde o ramo financeiro tem alto índice de sindicalização; e o professor-doutor Marcello Rodrigues de Azevedo, aposentado do Banco do Brasil, traçou um panorama da luta da categoria bancária desde a Constituição Federal de 1988.
Na parte jurídica, especificamente, o assessor jurídico da Central Única dos Trabalhadores (CUT), José Eymard, tratou dos desafios da legislação brasileira para a organização do ramo financeiro. O advogado citou como referência a trajetória exitosa de organização da Contraf-CUT, que deve servir de exemplo para a missão da construção do ramo financeiro. Também falaram o assessor jurídico da Contraf-CUT, Jefferson Oliveira, e a assessora jurídica do Seeb-SP, Cynthia Valente, que abordou o tema da sindicalização parceira.
Para a secretária de Organização do Ramo Financeiro e Política Sindical da Contraf-CUT, Magaly Fagundes, “a organização do ramo financeiro passa por um processo amplo, que envolve diversas áreas. Neste momento, nossa atenção está voltada para os aspectos jurídicos da questão, para entendermos quais são os melhores caminhos que o movimento tem para avançar nesse tema”.
O secretário de Assuntos Jurídicos da entidade, Lourival Rodrigues, avalia que o evento trouxe importantes ferramentas para que o dirigente local ou regional possa atuar com segurança na construção do ramo financeiro. “A participação massiva de lideranças, com muitas informações e experiências, nos ajudam a traçar um panorama da situação do momento do ramo financeiro”.
“Enquanto o sistema financeiro se mantém, o número de bancários reduz pela fragmentação das categorias, que é grande e continua se aprofundando. Este encontro foi fundamental para mapearmos e debatermos estratégias visando reverter a pulverização arquitetada pelas empresas para fortalecer a representação de todos os trabalhadores do ramo, para que tenham seus direitos garantidos e ampliados”, destacou Paulinho Maradona ao ressaltar a importância do evento.

Pauta em edição. Acompanhe no site da Contraf-CUT e do Sindicato, nos próximos dias, reportagens com mais detalhes sobre o Seminário Nacional de Organização do Ramo Financeiro – Aspectos Jurídicos.

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