
Estamos no Outubro Rosa, campanha que surgiu nos Estados Unidos na década de 1990 e que desembarcou no Brasil em 2002, para conscientizar sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. A partir de 2011, a campanha passou a incluir a prevenção sobre o câncer de colo de útero.
O tumor maligno nas mamas é o que mais mata mulheres no país e, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a mortalidade pela doença se mantém estável no Brasil desde 2008. Na avaliação de especialistas, isso se deve pela dificuldade de acesso ao diagnóstico e tratamento, que faz com que menos de 20% das mulheres realizem as mamografias no tempo certo.
“O diagnóstico precoce do câncer de mama é fundamental para o sucesso do tratamento e, consequentemente, a cura de pacientes detectados com essa doença”, explica a secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fernanda Lopes, com base em dados do Instituto Oncoguia. Levantamentos da entidade apontam que o diagnóstico, logo no início do desenvolvimento do tumor, aumenta em 95% as chances de cura. “Por isso que a Contraf-CUT apoia a campanha para encorajar mulheres a realizar seus exames preventivos”, completa.
À exemplo da Contraf-CUT, Sindicato dos Bancários de Araraquara se soma à essa luta em defesa da saúde da mulher, sobretudo da trabalhadora bancária.
Queda no orçamento
Em pleno Outubro Rosa, o Governo Federal anunciou corte de 45% nos recursos destinados para tratamento e combate ao câncer, passando de R$ 175 milhões para R$ 97 milhões. O montante retirado da área da Saúde foi direcionado para reforçar as emendas do orçamento secreto, que sai do Planalto para deputados e senadores e chega a R$ 19,4 bilhões.
“Esse é um grande retrocesso e que, mais uma vez, atinge diretamente as mulheres, quando observamos anos anteriores. Entre 2005 e 2014, o Estado criou a Política Nacional de Atenção Oncológica e os investimentos para a prevenção de câncer e de colo de útero e mama, no período, foram de R$ 4,5 bilhões”, pontua Fernanda Lopes.

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