
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), representando o Sindicato, cobra da Caixa Econômica Federal respostas às reivindicações apresentadas na reunião de negociação realizada em 31 de março, que tratou do aperfeiçoamento dos mecanismos de proteção às empregadas vítimas de violência doméstica e de situações de violência no ambiente de trabalho.
Durante o encontro, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco, destacou a necessidade de aprimorar tanto as ferramentas quanto as normas que regulamentam o uso dos instrumentos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Caixa.
Garantia de proteção sem prejuízos
A principal preocupação da representação dos trabalhadores é assegurar que as empregadas que recorrem a esses mecanismos não sejam prejudicadas profissional ou financeiramente.
“É preciso garantir que as empregadas não serão prejudicadas. A mulher já está passando por uma situação que é, muitas vezes, desesperadora, e ela pode acabar optando por ser transferida, mesmo sem função, para fugir da situação de risco”, afirmou a representante da Fetrafi/RS, Sabrina Muniz.
A avaliação das entidades é de que, sem ajustes nas regras, o uso dos mecanismos de proteção pode acabar gerando novas perdas às vítimas, o que contraria o objetivo das cláusulas negociadas.
Cobrança por dados e melhorias no programa Acolhe
A representante da Fetrafi/NE na CEE, Cândida Fernandes (Chay), destacou que, na última reunião, a representação dos trabalhadores cobrou maior transparência e efetividade nas ações do banco.
“Na última reunião, falamos sobre o programa e cobramos números concretos, além de soluções de encaminhamento para os casos de denúncia de assédio e de violência doméstica. Também defendemos melhorias no programa Acolhe, para garantir que as mulheres vítimas de violência não percam renda, nem função comissionada quando precisarem utilizar medidas protetivas, mesmo que sejam transferidas para unidades onde não exista o cargo ou que tenham porte menor”, afirmou.
Principais cobranças apresentadas
Entre as demandas levadas à Caixa, destacam-se:
Necessidade de respostas concretas
A Contraf-CUT e o Sindicato reconhecem que a Caixa avançou na criação de canais e políticas de apoio, mas avaliam que ainda há lacunas importantes que precisam ser corrigidas com urgência.
As entidades reforçam que os instrumentos previstos nas normas coletivas existem justamente para proteger as trabalhadoras em situações de vulnerabilidade e, por isso, precisam ser efetivos, acessíveis e livres de entraves burocráticos.
“Garantir proteção integral às vítimas de violência não é apenas uma questão de gestão interna, mas de responsabilidade social e compromisso com a dignidade das trabalhadoras”, disse a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes.

Santander apresenta proposta insuficiente e não retoma negociação após rejeição da COE

Direito à desconexão: nova CCT garante respeito ao tempo de descanso dos bancários

Caixa confirma PLR, prêmio de R$ 3 mil e Super Caixa para dia 20

Veja perguntas frequentes sobre a decisão do TST para o dissídio da Caixa

Funcionários do BB publicam carta aberta em defesa do caráter público do banco

Após longo dia de negociação, comissão dos trabalhadores conquista proposta da Fenacrefi

Contraf-CUT envia ofício à Caixa questionando data do pagamento da PLR, bônus e Super Caixa

Sindicato recebe Rodrigo Leite para diálogo com funcionários do BB sobre ACT e Campanha Nacional 2026

Curso sobre Paternidade e Maternidade com Relações Compartilhadas tem nova turma em outubro
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias