
Milhares de servidores públicos municipais, estaduais e federais de todo o Brasil tomaram as ruas de Brasília, na quarta-feira (29/10), na Marcha Nacional contra a Reforma Administrativa, que tramita no Congresso sob o número PEC 38/2025. A mobilização, organizada pela CUT, outras Centrais Sindicais e diversas entidades que representam os trabalhadores e trabalhadoras do serviço público das três esferas, denunciou o caráter destrutivo da proposta e cobrou dos parlamentares a retirada imediata do texto apresentado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ).
Trabalhadores e sindicalistas de vários estados do Brasil como Goiás, Bahia, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, entre outros, fizeram da Esplanada dos Ministérios o palco de um grande ato político em defesa do Estado brasileiro e dos direitos da população. Os manifestantes caminharam até o Congresso Nacional, empunhando faixas e entoando palavras de ordem como “Reforma Administrativa é o fim do serviço público” e “Nenhum direito a menos”.
Caravanas organizadas pela CUT, Condsef (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), Confetam (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal), CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação), além de entidades como Andes e dezenas de Sindicatos estaduais e municipais estiveram em Brasília para reforçar o coro contra a PEC 38.
Durante o ato, o presidente da CUT, Sérgio Nobre, destacou que a unidade das Centrais Sindicais tem sido decisiva em todos os momentos de enfrentamento e que, desta vez, não será diferente.
“É muito importante porque toda vez que a gente esteve junto, unido — todas as Centrais, todas as esferas — a gente venceu, e agora não vai ser diferente. O deputado Pedro Paulo quer enganar o povo, dizendo que essa Reforma é para melhorar a vida do servidor. Se fosse para melhorar ele teria construído o projeto junto com os servidores, e não com os setores patronais, que querem de volta a famigerada PEC 32. Nós não podemos ter dúvida disso: o que eles estão discutindo é a PEC 32 com outro nome. E nós já derrotamos ela uma vez — e vamos derrotar de novo, com luta e mobilização”.
Sérgio Nobre acrescentou que as Centrais assumiram, durante a Marcha, um compromisso comum de manter a pressão política no Congresso.
“Os presidentes das Centrais Sindicais vão fazer um release dessa marcha maravilhosa, com o que ela reivindica, e vamos entregar ao deputado Hugo Motta [presidente da Câmara] pedindo para ele retirar esse projeto. O que a gente quer é o projeto que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. Queremos o fim da famigerada escala 6x1 e a defesa dos direitos dos trabalhadores. Até a vitória”.

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