
As empregadas da Caixa Econômica Federal abriram as atividades do 40º Congresso Nacional das Empregadas e Empregados da Caixa, nesta quinta-feira (21), com um manifesto da Contraf-CUT, do Comando Nacional dos Bancários, das Federações e Sindicatos por “Tolerância zero para casos de violência e assédio”.
A leitura do manifesto foi realizada logo na abertura, antes do debate e aprovação do regimento interno do Congresso.
"Sabemos da integridade dos nossos colegas que participam com a gente deste 40° Conecef e, por isso, temos a certeza de que não haverá nenhum caso de assédio neste Congresso. Mas, este manifesto é uma precaução para caso alguma mulher se sinta assediada. Elas podem procurar as representantes aqui da CEE, que levarão os casos às respectivas entidades sindicais", disse a diretora da Contraf-CUT, Eliana Brasil.
No texto a “Contraf-CUT, Federações e Sindicatos presentes afirmam que todas as pessoas têm o direito de serem tratadas de forma digna, respeitosa e justa, a viver uma vida livre de violência e assédio sem distinção de idade, gênero, sexo, orientação e identidade sexual, deficiência, religião ou origem étnica.”
As entidades ressaltam que “se queremos nos desfazer do problema da violência e do assédio nos lugares de trabalho, reuniões e na sociedade, primeiro devemos estabelecer um modelo a seguir nesta nossa organização” e observam que “o assédio cria sentimentos de temor, desconforto, humilhação e incômodo” e que “todas as atividades, eventos e reuniões da Contraf, Federações e Sindicatos são espaços onde não será tolerada a presença destes atos.”
"Esta iniciativa é uma demonstração objetiva de que os tempos são outros e que comportamentos de assédio e opressão nos espaços sindicais devem ficar pra trás. É um pacto coletivo de que nossos ambientes são, de fato, para todas as pessoas, na sua mais rica diversidade", reforçou a presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Tatiana Oliveira.
“É inadmissível que, ainda em 2025, precisamos ter um comitê de prevenção a assédio sexual e moral nos espaços destinados a reuniões onde pessoas diversas se encontram para realizar debates voltados à construção coletiva”, disse a representante da Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetrafi) do Nordeste, Chay Cândida. “Nós, do movimento sindical, não podemos permitir que em nossos espaços de formação, confraternização e fortalecimento aconteçam esses tipos de práticas, as quais repudiamos com veemência. Vamos seguir atentos, conversando, dialogando e, principalmente, respeitando as diferenças, os corpos e as livres manifestações de existir”, completou.
Ao final do texto, as entidades reforçam o compromisso de “fortalecer os procedimentos para combater estas práticas, isto implica que, no momento em que se apresente um incidente, assumimos a responsabilidade de averiguar a natureza das acusações, garantindo um devido processo de forma meticulosa e confidencial, a fim de propiciar condições de proteção e justiça para as pessoas que se vejam envolvidas nestes casos.”
Leia abaixo a íntegra do manifesto
Tolerância zero para casos de violência e assédio
Contraf-CUT, Comando Nacional dos Bancários, Federações e Sindicatos
A Contraf, Federações e Sindicatos presentes afirmam que todas as pessoas têm o direito de serem tratadas de forma digna, respeitosa e justa, a viver uma vida livre de violência e assédio sem distinção de idade, gênero, sexo, orientação e identidade sexual, deficiência, religião ou origem étnica. Se queremos nos desfazer do problema da violência e do assédio nos lugares de trabalho, reuniões e na sociedade, primeiro devemos estabelecer um modelo a seguir na nossa organização. O assédio cria sentimentos de temor, desconforto, humilhação e incômodo.
A violência e o assédio designam um conjunto de comportamentos e práticas inaceitáveis, ou de ameaças de tais comportamentos e práticas, seja manifestada apenas uma vez ou de maneira repetida, que tenham por objeto, que causem ou sejam susceptíveis de causar, um dano físico, psicológico, sexual ou econômico, e inclui a violência e o assédio por razão de gênero.
Lembra-se a todos que todas as atividades, eventos e reuniões da Contraf, Federações e Sindicatos são espaços onde não será tolerada a presença destes atos. A Contraf-CUT está comprometida com fortalecer os procedimentos para combater estas práticas, isto implica que no momento que se apresente um incidente, assumimos a responsabilidade de averiguar a natureza das acusações, utilizando inclusive vídeos gravados pelas câmeras de segurança do evento, garantindo o devido processo de forma meticulosa e confidencial, a fim de propiciar condições de proteção e justiça para as pessoas que se vejam envolvidas nestes casos.


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