
Bancários de todo o país foram às ruas e às redes sociais, nesta terça-feira (12), para denunciar o assédio e a pressão realizada pelos bancos na cobrança abusiva pelo cumprimento de metas e os prejuízos que esta prática causa nos trabalhadores. As atividades marcaram o Dia Nacional de Luta em defesa da saúde da categoria. Em Araraquara, dirigentes percorreram as agências do município, como material informativo, portando faixas e palavras de ordem para evidenciar o cenário de adoecimento físico e mental que assola bancários e bancárias.
“Para os trabalhadores da categoria pode não ser novidade, afinal eles sofrem as consequências em seu dia a dia, mas nossa intenção é denunciar também a situação para clientes e a população de uma forma geral. Queremos mostrar que a realidade nas agências é bem diferente da propagada pelos bancos em suas publicidades milionárias. Sugam o trabalhador e quando ele adoece, vítima dessa política nefasta, os bancos dificultam o tratamento, discriminando, descomissionando e até demitindo”, ressaltou o secretário de Saúde, condições de Trabalho e Assuntos Jurídicos do Sindicato, André Luiz de Souza.
Nos últimos cinco anos, o número de afastamentos nos bancos aumentou 26,2%, enquanto, no geral, a variação foi de 15,4%. Isso significa que, entre os bancários, a variação foi 1,7 vez maior do que na média dos outros setores.
Nos afastamentos acidentários (B91), as doenças mentais e comportamentais saltaram de 30% em 2012 para 55% em 2021; e as doenças nervosas subiram de 9% para 16%. Ainda segundo os dados pesquisados, ocorre em média um suicídio a cada 20 dias entre a categoria bancária.
“Hoje é um dia para intensificar a luta dos bancários em defesa da sua saúde e de condições dignas de trabalho, de cobrar das instituições financeiras um tratamento humano na utilização da mão de obra, e de se rebelar contra as metas abusivas estabelecidas para os trabalhadores. Uma luta diária do Sindicato. Não podemos naturalizar esse tipo de exploração, que adoece e mata. Os bancos não podem ter lucros exorbitantes sugando a saúde da categoria. Adoecer pelo trabalho não é normal, a vida acima do lucro sempre!”, reforçou o presidente do Sindicato, Paulo Roberto Redondo.

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