
Uma conquista histórica já começou refletir no contracheque da nossa categoria. A nova tabela do Imposto de Renda garante isenção para quem recebe até R$ 5.000,00, e aqueles com renda de até R$ 7.350 terão redução gradual do imposto retido na fonte.
As alterações começaram a valer para os salários pagos a partir de janeiro, com reflexo a partir do pagamento de fevereiro. De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, 16 milhões de pessoas deverão ser beneficiadas pela medida.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Araraquara e região, Paulo Roberto Redondo, a promulgação da lei marca um avanço decisivo no enfrentamento das desigualdades e no fortalecimento de um sistema tributário mais justo. De acordo com ele, a revisão da faixa de isenção do Imposto de Renda corrige injustiças acumuladas ao longo do tempo, que recaíam principalmente sobre quem depende do salário para viver, entre eles os bancários. Paulinho ressalta que esse resultado é fruto direto da mobilização nacional das entidades sindicais, que mantêm essa reivindicação histórica na agenda de lutas.
“Esse resultado comprova que a organização e a pressão da classe trabalhadora são capazes de produzir mudanças reais. Um marco fundamental dessa jornada foi o Plebiscito Popular de 2025, do qual o Sindicato participou coletando assinaturas em toda a região. Trata-se de uma vitória que coloca mais recursos no orçamento familiar e reafirma a necessidade de políticas públicas comprometidas com a distribuição de renda e com a dignidade de quem move a economia”, destaca.
No setor bancário, os efeitos dessa medida são expressivos e revelam sua importância social
Levantamento realizado a partir dos micro dados da RAIS 2024 aponta que cerca de 45,9 mil bancários ficarão totalmente isentos do Imposto de Renda, o que representa uma economia anual estimada em R$ 111,1 milhões. Outros 75,9 mil terão redução do imposto a pagar, somando uma economia anual de R$ 149,6 milhões. Ao todo, aproximadamente 122 mil bancários, o equivalente a 30% da categoria, serão diretamente beneficiados, com impacto total de R$ 260,7 milhões por ano.
Mais significativo ainda é o fato de que 53% desse contingente é composto por mulheres, reforçando o caráter de equidade social da medida e seu papel na redução das desigualdades de gênero, especialmente em um setor marcado por diferenças salariais e pela sobrecarga do trabalho feminino.
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De onde vem o dinheiro?
A conta da renúncia fiscal — estimada em R$ 25,4 bilhões — será paga por quem está no topo da pirâmide econômica. Para compensar a perda de arrecadação, foi criado o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM).
Entram no cálculo os salários recebidos; lucros e dividendos; e rendimentos de aplicações financeiras tributáveis.
A estimativa do governo é de que cerca de 141 mil contribuintes serão afetados. Desde 1º de janeiro, a regra é válida para quem tem:
- renda mensal de acima de R$ 50 mil (R$ 600 mil/ano), alíquota progressiva de até 10%;
- renda acima de R$ 1,2 milhão/ano, os chamados super-ricos: alíquota mínima efetiva de 10%
> Confira aqui a nova tabela do IRPF divulgada pela Receita Federal com as mudanças após isenção para quem ganha até R$ 5 mil e que entraram em vigor em 1º de janeiro deste ano.

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