
O presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, divulgou um vídeo institucional, nesta quarta-feira (26), na tentativa de afastar o temor de privatização do BB, alegando que não existe “qualquer tipo de fundamento” nas informações sobre o tema. Suas falas, entretanto, estão sendo rebatidas por um outro vídeo, divulgado nesta quinta (27), com declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do próprio presidente da República, que confirmam o plano de privatizar o banco e outras empresas públicas.
O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, aponta que, ao contrário do que Fausto afirma no vídeo institucional, os temores de venda do BB são bastante fundamentados:
“A revista Veja, por exemplo, divulgou uma entrevista, recentemente, na qual o presidente e candidato à reeleição afirma que as privatizações serão potencializadas em um eventual segundo mandato“, ressalta. “Em maio de 2020, a mesma revista publicou uma matéria sobre uma reunião ministerial em que Guedes já cobrava a venda do BB. No mesmo encontro, Bolsonaro disse que o plano seria vender o BB em 2023“, lembrou Fukunaga.
Desinformado?
Diante do desencontro de informações, os funcionários do BB agora tentam entender porque Fausto Ribeiro divulga, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, um vídeo que contradiz os que hoje representam o controlador do banco público.
“No vídeo, claramente, Fausto Ribeiro rebate as informações que estão sendo veiculadas entre os funcionários do BB. Acontece que, os bancários apenas repercutem declarações do atual governo, declarações públicas e que estão aí para todo mundo ver”, pontua Fernanda Lopes que é funcionária do BB e integra a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), como secretária da Mulher.

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