
Caos no Amapá têm responsáveis: privatização e descaso das autoridades
A Direção Executiva Nacional da CUT, reunida em 19 de novembro, expressa sua total solidariedade com o povo do Amapá que desde o dia 3 de novembro é vítima da privatização da energia elétrica no Estado e do descaso das autoridades federais e estadual diante do caos e sofrimento a que está submetida desde então.
O colapso na energia elétrica – em meio à pandemia da Covid-19 – não é um acaso ou um fenômeno da natureza. Ela é resultado da privatização e do total descaso das autoridades, a começar pelo governo federal de Bolsonaro que fez vistas grossas aos alertas de que o sistema privatizado vinha funcionando precariamente e no seu limite máximo, pois às empresas privadas, como a multinacional espanhola que controla a transmissão de energia que atende 13 dos 16 municípios no Estado, só interessa o lucro. O governo estadual do Amapá tampouco socorreu a população de Macapá e outras cidades atingidas pelo apagão, deixando-a abandonada e ameaçada nas suas condições de sobrevivência, operando precariamente a distribuidora de energia estadual CEA – Companhia de Eletricidade do Amapá, em vias de privatização até junho de 2021.
Coube a uma empresa pública, resolver o descaso dos governos e da ganância por lucro da empresa privada espanhola. São os trabalhadores da Eletronorte, empresa do grupo Eletrobrás quem estão realizando os esforços para resolver a crise de energia no Estado do Amapá.
Como a FNU∕CNU-CUT vem denunciando, esse apagão é o resultado da privatização da energia – cujo fornecimento de energia elétrica deva ser um serviço público essencial e não uma mercadoria, tal como a água – o que coloca, portanto, a exigência imediata de estatização da empresa transmissora de energia e sua incorporação à Eletrobras, ela própria na lista de privatizações do governo Bolsonaro e a imediata suspensão do processo de privatização da CEA – distribuidora no estado.
Diante da indiferença do executivo federal e da falta de resposta do governo estadual, o povo amapaense foi jogado à própria sorte.
A CUT não só denuncia essa situação e reafirma sua total solidariedade com o povo amapaense, mas também exige como medidas imediatas:
- Indenização por parte do poder público federal e estadual das perdas materiais da população atingida pelo apagão;
- Revogação da concessão da operadora responsável pelo apagão, com a estatização da transmissão de energia elétrica no Estado;
- Imediata suspensão do processo de privatização da distribuidora de energia CEA – Companhia de Eletricidade do Amapá e retomada responsável da distribuição da energia elétrica no estado do Amapá.
- Investigação rigorosa do ocorrido com punição dos responsáveis;
- Fim da violência policial e de atropelos aos direitos humanos contra as pessoas que se manifestam pelo descaso a que estão submetidos;
- Suspensão de todas as privatizações em curso no país, defesa do patrimônio público e dos serviços essências à população brasileira.
A Direção Executiva da CUT decidiu ainda enviar carta ao Senado e à Câmara dos Deputados, bem como ao Ministério de Minas e Energia, com as exigências acima e acionou a Comissão Nacional dos Direitos Humanos, na qual tem representação, a instalar uma diligência no Amapá.
A CUT nacional, em sintonia com a CUT-Amapá, está pronta a prestar a solidariedade necessária não só aos sindicatos filiados mas ao povo trabalhador amapaense.
O que hoje ocorre no Amapá é fruto da política de desmonte das estatais e serviços públicos intensificada pelo governo Bolsonaro e não queremos que o mesmo ocorra em outros pontos do Brasil onde esta mesma política é aplicada. Para tanto, além de reafirmar a nossa posição de que é preciso por um fim nesse governo e em sua política, é preciso que as medidas imediatas e emergenciais que propomos para proteger a população do Amapá sejam adotadas o quanto antes.
Direção Executiva Nacional da CUT

Banco do Brasil apresenta avanços em negociação, mas funcionalismo cobra propostas financeiras

Comando Nacional derrota propostas de arrocho salarial

Caixa promete apresentar nova proposta para o Saúde Caixa nesta sexta-feira (28)

Caixa lucra R$ 7,4 bilhões no semestre e CEE cobra valorização dos empregados

Campanha Nacional: Sem aumento real não dá, Fenaban!

Dia dos Bancários será celebrado com sorteio de prêmios para associados

Caixa não apresenta nova proposta para o Saúde Caixa

Negociação do Banco do Brasil segue sem avanço nas principais reivindicações

Banqueiros propõem reajuste de 62% da inflação, um dos piores de 2026
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias