
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) foi chamada a compor a comitiva brasileira na 112ª Sessão da Conferência Internacional do Trabalho (CIT), que ocorre desde o dia 3 e vai até o dia 14 de junho, em Genebra, na Suíça. A CIT conta com a participação de representantes de trabalhadores, governos e empregadores dos 187 Estados-membros da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
A presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Juvandia Moreira, participará da conferência e, durante a série de encontros do evento, também da primeira reunião tripartite setorial para discutir os impactos dos avanços tecnológicos, a partir da inteligência artificial (IA), no setor bancário. O encontro está agendado para esta quarta-feira (12), a partir das 17h do horário local (12h no horário de Brasília), com abertura confirmada do ministro de Estado do Trabalho e Emprego do Brasil, Luiz Marinho, e encerramento da diretora regional para a América Latina e Caribe da OIT, Ana Virginia Moreira Gomes.
Impacto da IA no sistema financeiro
"O sistema financeiro, em todo o mundo, está passando por uma revolução sem precedentes, por causa da escalada tecnológica com a Inteligência Artificial. Esse fenômeno traz fortes impactos sobre a classe trabalhadora no setor. Temos discutido profundamente sobre isso, entre as federações e sindicatos que representamos. O impacto da IA também foi um dos temas da nossa 26ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, que acabamos de realizar", explica Juvandia Moreira.
A dirigente completa que, ao mesmo tempo em que a tecnologia beneficia o lucro dos bancos, esse mesmo lucro não está sendo revertido para os trabalhadores e, portanto, na distribuição de riqueza para toda a sociedade. "O que estamos enfrentando é a redução de postos, enquanto que, por meio da tecnologia é possível sim construirmos uma sociedade mais justa, com a redução da carga horária e aumento de postos de trabalho. Então, o que precisamos colocar na mesa é que a revolução tecnológica precisa vir acompanhada de redução das desigualdades e não com aumento do enriquecimento de poucos, a redução de postos, sobrecarga dos que são contratados e, portanto, do adoecimento da categoria, como temos apontado, inclusive com base em pesquisas", conclui.
Futuro do trabalho será discutido
Após a abertura, a programação do evento, no dia 12, contará com a palestra "O futuro do trabalho", ministrada pela economista sênior da OIT, Janine Berg, e, logo em seguida, debates sobre a atividade bancária e tendências, onde os representantes dos países serão chamados a responderem sobre questões locais a respeito das principal modificação na atividade econômica e para as relações de trabalho bancário; as tecnologias que mais impactaram a atividade econômica do setor; além das tendências para os próximos anos (riscos e oportunidade) e sugestões para as relações de trabalho bancário, no momento atual.


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