
O Comitê de Crise, composto por representantes sindicais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Rio Grande do Sul (Fetrafi-RS) e do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre (SindBancários/PoA), junto com membros da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), reuniu-se novamente na tarde desta segunda-feira (13), em formato digital, para avaliar a situação em meio à crise enfrentada pela região.
Depois de atualizar a situação dos locais afetados, o movimento sindical reiterou a importância do suporte aos trabalhadores bancários. Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT, destacou avanços desde a última reunião, com a resolução de problemas pontuais em colaboração direta com os bancos. Salles reafirmou a necessidade de tranquilizar a categoria, lançando uma mensagem de tranquilidade aos bancários. Os que não puderem trabalhar, terão o ponto abonado, e não serão obrigados a bater meta. O emprego não está em risco. A qualquer situação diferente, entre em contato com o seu gestor e com o seu sindicato que vão buscar a assistência adequada”. Mauro também voltou a demandar a suspensão da cobrança de metas.
Luciano Fetzner, presidente do SindBancários, expressou preocupação com a previsão de uma nova onda de chuvas, ressaltando a necessidade urgente de numerário para evitar colapsos regionais. “A prioridade deve ser a saúde das pessoas, seguida pela reconstrução de suas vidas”, reforçou.
Raquel Gil, dirigente da Fetrafi-RS, solicitou maior transparência por parte dos bancos, pedindo que as informações sejam compartilhadas com o movimento sindical antes dos anúncios públicos. “É muito importante que aconteça, para a gente ajudar a divulgar o que foi negociado e passar mais credibilidade aos trabalhadores.”
Priscila Aguirres, também dirigente da Fetrafi-RS, destacou a importância da assistência social para toda a população, incluindo os bancários afetados pela crise. Ela ressaltou a necessidade de apoio dos bancos para garantir tranquilidade aos funcionários e à população em geral. “Por isso, eu quero reforçar a necessidade de assistência social para toda a população. Para além de toda uma cidade devastada, nós que somos bancários e contamos com uma instituição, é preciso que tenhamos apoio deles para ajudar os outros. Ter um mínimo de tranquilidade para poder repassar à população.”
A Fenaban informou que já foram destinados R$ 126 milhões em doações para socorro à população. Outro ponto positivo é que não há registro de bancários doentes, desaparecidos ou internados. A Federação garantiu ainda que todos os bancos estão priorizando o tema das metas e estão estudando acomodações para os afetados pela crise.
O Comitê de Crise volta a se reunir na próxima segunda-feira (20). Caso haja necessidade, uma reunião emergencial será marcada no intervalo.

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