
A grave situação provocada pelas fortes chuvas na Zona da Mata mineira levou o movimento sindical bancário, representado pelo Sindicato dos Bancários de BH e Região, a acionar a Superintendência de Minas Gerais do Banco do Brasil (Super-MG) para apurar as providências adotadas pela instituição diante do cenário de calamidade.
Em resposta, o banco informou que o Comitê de Gestão de Crise foi prontamente acionado e que todas as agências da região tiveram suas condições avaliadas ainda nas primeiras horas, com monitoramento permanente das equipes. Segundo a Super-MG, três agências foram fechadas, com evacuação preventiva dos prédios e acionamento de avaliação técnica das instalações.
O banco também acompanha a necessidade de adoção de Trabalho Remoto Institucional (TRI) para empregados com deslocamentos prejudicados. Até o momento, não há relatos de funcionárias e funcionários do BB com danos pessoais ou materiais, e o monitoramento foi estendido aos trabalhadores terceirizados. Em Juiz de Fora, os empregados foram dispensados assim que as chuvas se intensificaram, priorizando o retorno seguro para casa.
A ativação do comitê tem significado especial por ser resultado de uma reivindicação do movimento sindical após a calamidade registrada no Rio Grande do Sul no ano passado. A criação de um protocolo específico para situações de desastres naturais passou a integrar a Convenção Coletiva dos Bancários 2024/2026, com o objetivo de agilizar decisões e garantir respostas rápidas em contextos de emergência.
Para a coordenadora da Comissão Nacional dos Funcionários do BB, Fernanda Lopes, o momento comprova a importância da conquista. “Depois da calamidade no Rio Grande do Sul, o movimento sindical reivindicou a criação de um protocolo que garantisse mais agilidade e organização nas respostas do banco em situações semelhantes. O Banco do Brasil atendeu à demanda, e agora esse comitê está sendo acionado pela primeira vez. É uma ferramenta importante de apoio aos funcionários que passam por essa tragédia”, afirmou.
Ela ressalta que a existência de um fluxo formal de atuação faz diferença concreta na vida dos trabalhadores. “Quando há um protocolo definido, as decisões deixam de ser improvisadas. Isso dá mais segurança para quem está na ponta e precisa de orientação rápida, seja para fechamento de agência, dispensa de equipes ou outras medidas de proteção.”

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