
A Caixa Econômica Federal divulgou, na quarta-feira (14), alterações realizadas no normativo RH 184, que trata sobre o exercício de função gratificada/cargo em comissão. As alterações foram realizadas sem qualquer tipo de negociação, nem mesmo comunicação prévia, à representação das empregadas e empregados do banco.
“Ainda estamos analisando as alterações realizadas. Vamos esperar a posição do departamento jurídico para nos posicionar mas, independente do que vier, já podemos criticar a forma como as mudanças foram feitas, sem que a representação dos trabalhadores que podem ser afetados pelas medidas fosse ouvida”, observou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt. “Temos uma nova gestão no banco, mais próxima aos empregados. Mas, da forma como são feitas algumas coisas, por mais que a gente queira, fica difícil defender esta nova gestão de críticas que recebemos em nossas bases”, completou.
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A coordenadora da CEE diz entender que, devido à necessidade de se manter uma governabilidade mínima, é preciso fazer algumas concessões e manter quadros na diretoria do banco. “O que não podemos aceitar é que estes quadros tenham poder para tomar medidas que prejudiquem os trabalhadores e sigam no caminho contrário ao que a nova gestão deseja, que é realizar uma administração que valoriza os empregados e mantenha uma ralação transparente com suas entidades de representação sindical e associativas”, afirmou. “Um barco não pode seguir seu rumo sem levantar a âncora. Se âncora for muito pesada e não puder ser levantada, é preciso cortar a corda”, observou Fabiana, fazendo alusões a diretores e até vice-presidentes que eram ligados às gestões de Pedro Guimarães e Daniella Marques e foram mantidos na atual gestão.
Cenas do próximo capítulo
A representação das empregadas e empregados da Caixa vai aguardar a análise do seu departamento jurídico e, assim que a mesma for concluída, vai se posicionar com relações às mudanças realizadas no RH 184. Mas, antes mesmo desta posição, já solicitou reunião com a Caixa para que o banco explique as mudanças e para, mais uma vez, solicitar que as medidas que possam afetar o quadro de pessoal do banco sejam negociadas com a representação dos trabalhadores, ou, ao menos, comunicada com antecipação, antes que sejam efetivadas.

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