
O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 14,42 bilhões no primeiro semestre de 2022. O número representa alta de 44,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Só no segundo trimestre de 2022 o resultado foi de R$ 7,80 bilhões, crescimento de 18,0% frente ao trimestre imediatamente anterior e de 54,8% em relação ao mesmo trimestre de 2021. O BB ainda revisou suas projeções para 2022, de uma variação entre R$ 23 bilhões e R$ 26 bilhões para uma faixa entre R$ 27 bilhões e R$ 30 bilhões.
Ao divulgar os dados, na quarta-feira (10), o banco ressaltou que “o resultado foi influenciado pelo aumento da margem financeira bruta, pela diversificação das receitas com serviços e disciplina na gestão de despesas”.
Somente no segundo trimestre de 2022, o lucro líquido ajustado do BB alcançou R$ 7,8 bilhões, um resultado 18% acima do trimestre anterior e 54,8% acima do segundo trimestre de 2021. Já o retorno sobre patrimônio líquido (PRSP) do segundo trimestre chegou a 20,6%, “com crescimento consistente que já nos posiciona no patamar de nossos pares privados”, escreveu o banco em nota oficial.
Reivindicações dos funcionários
Ao analisar os novos resultados, os técnicos da subseção na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontaram que o total de clientes (correntistas, poupadores e beneficiários do INSS) cresceu 4,9 milhões em 12 meses, totalizando cerca de 80,2 milhões atendidos por um total de 86.313 empregados.
“Apesar de, no primeiro semestre do ano, o banco ter iniciado a convocação dos aprovados no último concurso público tanto para a rede de atendimento quanto para as áreas tecnológicas, dando posse a cerca de 3 mil funcionários, ainda está longe de suprir o número de trabalhadores que as entidades sindicais estão pedindo na mesa de negociações”, destacou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.
Os funcionários do BB estão em meio a campanha de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), na qual reivindicam a contratação de 10 mil novos colegas. “Nós precisamos salientar que os resultados astronômicos são, em parte, fruto de uma gestão de enxugamento do quadro de funcionários e de agências, implementada nos últimos anos e que submete aqueles que são mantidos a pressões cada vez maiores para alcançarem as metas”, pontuou Fukunaga, ao lembrar que, só em 2021, a empresa havia fechado 7.076 postos.
“Não somos, de forma alguma, contrários aos resultados positivos do BB. O que estamos apontando é que para que a empresa cumpra de fato o seu papel social, como banco público e de impacto ao desenvolvimento do país, precisa valorizar seus funcionários, ampliar o atendimento nas pequenas cidades e nas comunidades do interior do país e não aplicar a mesma produtividade e expectativa de retorno dos bancos privados”, completou.

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