
O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, celebrado em 21 de março, é um marco global na denúncia do racismo e na defesa da igualdade de direitos. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas em 1966, em memória ao Massacre de Sharpeville, quando 69 pessoas foram mortas durante uma manifestação pacífica contra o regime do apartheid, na Joanesburgo, em 1960.
No Brasil, a data também é reconhecida por meio da Lei nº 11.645, que reforça a importância da reflexão e do combate ao racismo estrutural presente na sociedade.
Para o secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar, o 21 de março é um momento de memória, mas também de mobilização. “O combate ao racismo precisa ser permanente. Não se trata apenas de lembrar uma tragédia histórica, mas de enfrentar, no presente, as desigualdades que ainda atingem a população negra em diversos espaços, inclusive no sistema financeiro”, afirma.
Almir destaca que, apesar de avanços importantes, o racismo ainda se manifesta de forma estrutural no mercado de trabalho, limitando o acesso a oportunidades e a ascensão profissional. “Os dados mostram que a população negra segue sub-representada em cargos de liderança e mais exposta a condições precárias de trabalho. Isso exige políticas concretas de inclusão, diversidade e igualdade de oportunidades”, ressalta.
No setor financeiro, a luta por equidade racial tem sido pauta constante das entidades sindicais, que cobram das instituições maior transparência nos dados e a implementação de ações efetivas para combater a discriminação. “É fundamental que os bancos assumam seu papel e adotem medidas que promovam a equidade racial de forma estruturada. Não basta discurso, é preciso compromisso real com a transformação”, reforça.
O Sindicato dos Bancários de Araraquara e região tem atuado na construção de políticas e na ampliação do debate sobre o tema, buscando garantir que a pauta antirracista esteja presente nas negociações coletivas e nas ações do movimento sindical.
Para o presidente do Sindicato, Paulo Roberto Redondo, a data deve servir como um chamado à responsabilidade coletiva e à continuidade da luta. “É essencial transformar reflexão em ação concreta, fortalecendo o compromisso diário com a igualdade racial e ampliando iniciativas que enfrentem o racismo de forma efetiva na sociedade e nos locais de trabalho”.

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